Não sou blogueirinha

Voltei semana passada de uma viagem gostosa à Itália.

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Eu sei que estou muito relapsa com esse blog e que isso não é de hoje. Há alguns anos eu aproveitaria para contar cada dia da viagem, tudo o que fiz e os perrengues que passei. Mas os tempos mudaram, a labuta chicoteia as nossas costas, os anos pesam e o que seria considerado aventura aos 20 anos vira tormento aos 30.

Vocês podem dizer “tá vendo, Lais? É por ser assim negligente com o seu blog que você não tem 30 mil seguidores no instagram e não tem recebidinhos todos os dias!”. E eu vou concordar. Porém, quero mostrar uma coisa pra vocês.

Deixei a Inglaterra quando ela já dava sinais do outono para desembarcar no alto verão italiano. Já estava trocando os shorts e vestidos do armário por malhas de lã e cachecóis quando fui obrigada a fazer uma mala de verão.

Eu odeio o verão. Mas pior do que o verão em si é fazer turismo no verão.

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Eu sou o tipo de turista que pensa da seguinte maneira: se estou aqui, para cá eu não volto. O mundo é muito grande e eu sou muito pobre para ficar indo para o mesmo lugar mais de uma vez. Por isso, é preciso aproveitar o lugar ao máximo. E isso significa acordar, sair de casa e só voltar para dormir. Não vou pagar em euro, libra, real ou francos para dormir. Assim como não vou pagar em outra moeda para fazer coisas que eu posso fazer onde eu moro.

E isso significa que no final do dia eu estou exausta, descabelada, sem classe.

E é aí, meus amigos, que eu sou diferente das blogueirinhas por aí.

Porque essa sou eu no começo do dia:

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“Ó, que romântico a gente no balcão da Julieta. Olha lá os pobres mortais colando chiclete na parede. hahaha”

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“Tô do seu lado, Julieta. Não vou colocar a mão no seu peito e nem na sua bunda – como a velha ali atrás. #MeToo”.

E eu termino o dia assim:

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“Julieta, sua piranha. Você achava mesmo que Romeu era pra sempre, trouxa? E que porcaria de tumba é essa que eu andei uns bons kms no sol pra ver? Nem pra ter uns adornos! Imbecil!”

E é por isso que não sou blogueirinha. Não sou capaz de manter a classe, a cara de felicidade, o cabelo em ordem ou a roupa sem manchas de comida ou suor.

Sempre que eu vejo meninas que viajam de salto alto, maquiagem impecável, vestido adorável e nem uma gota de suor na cara, rola aquela insegurança. É aquela comparação do tipo “mas o que eu estou fazendo de errado na vida, que eu eprco a classe desse jeito?”.

Bom, talvez eu não esteja fazendo nada de errado. Talvez eu só seja pobre e pé rapada mesmo e tenha de passar o dia inteiro aproveitando uma cidade, pois as chances de eu voltar para aquele lugar são mínimas.

Ou talvez eu só tenha outras prioridades mesmo. Prefiro viver um monte de coisas, conhecer um monte de lugares e aproveitar cada segundo de uma cidade que eu não conheço do que terminar o dia impecável porque parei pra descansar e retocar a maquiagem.

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Mesmo que às vezes seja preciso tirar uma sonequinha em um banco de museu ou outro.

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Não vai ter Copa

Hoje, dia 3 de junho, vai ter jogo do Brasil aqui na Inglaterra. Eu não sabia. Na verdade, descobri ontem vendo o instagram de uma amiga que estava na porta do hotel da seleção. Ahh e também não tava entendendo nada nessa foto aqui:

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Achei curioso isso. De não saber nada do que está acontecendo no mundo do futebol.

Verdade seja dita: não leio notícias de esportes. Sempre caguei para qualquer coisa envolvendo futebol e eu não faço ideia da diferença entre Brasileirão e Libertadores (mentira, eu sei, mas se você me perguntar quando está acontecendo cada um dos campeonatos e quem tá jogando eu não faço ideia). Porém, mesmo sem ler, eu sempre acabava sabendo de alguma coisa. Sempre tinha um colega de trabalho comentando, a TV dos espaços comunitários sempre acabava ligada em algum amistoso, sempre tinha um vizinho berrando…

Mas agora…

Há um tempo meus amigos do Facebook (aqueles que se importam com futebol) começaram a comentar suas relações com a Copa do Mundo. Como foi cada uma delas. E isso me fez pensar…

Ninguém na minha família realmente liga pra futebol. Meu pai odeia, meu avô também odiava. Nunca sofri uma pressão para ser torcedora de qualquer coisa e mesmo na escola as meninas jogavam handboll e os meninos futebol (oi machismo! Você por aqui também?). Isso colaborou para esse meu sentimento de profundo nada por futebol.

A primeira Copa que eu lembro é a de 1994. A gente tinha acabado de mudar de casa para o meio do nada e eu só lembro da final. Lembro que não entendi nada do que era aquilo.

Em 1998, lembro de assistir tudo, de ser divertido. Mas lembro também que não fiquei muito abalada quando o Brasil perdeu. Na verdade, tive de dar um google aqui, porque eu não lembrava qual Copa o Brasil tinha perdido.

Em 2002 eu lembro que tinha uns jogos meio que de madrugada e a gente podia entrar mais tarde na escola por causa disso. Pode até ser que algumas pessoas tenham realmente acordado às 4h pra ver jogo, mas eu me lembro de dormir sem sentir um pingo de ansiedade sobre o resultado dos jogos.

Mas o Brasil ganhou e é legal ver o Brasil ganhar. Me deixei enganar. Achei que eu era dessas pessoas que não liga muito para futebol mas que pra Copa… Ahhh a Copa é outra coisa.

Em 2006 voltamos a morar em São Paulo. Aquela celebração silenciosa que me permitia tirar um cochilo quando os jogos CHATÉRRIMOS estavam acontecendo deu lugar a um barulho ensurdecedor e insuportável que me dava um ódio, mas um ódio.

Não fiquei nem um pouco chateada quando o Brasil perdeu.

Em 2010 conheci a palavra “vuvuzela”. Aquilo que me provocava tanto ódio tinha nome. Eu já não conseguia mais fingir que me importava. O barulho, a encheção de saco, a transformação de pessoas perfeitamente normais que nunca falaram sobre futebol em especialistas em estratégia, em patriotas, em admiradores de sei lá que jogador… Meu deus…

Não lembro quando o Brasil perdeu, mas tenho certeza de que comemorei. Talvez internamente.

E veio 2014. Quando eu estava morando na Vila Madalena. Escrevi sobre aqui…

O inferno. O inferno na terra. Uma das piores experiências da minha vida.

Gargalhei com o 7 a 1. Fiquei um tanto aliviada quando aconteceu…

Bom, desde então 4 anos se passaram e estamos aí prestes a ter uma nova Copa do Mundo. Eu sei que ela vai acontecer porque também é ano de eleição para presidente. Também sei porque eu tenho amigas que vão pra Rússia.

Mas pela primeira vez em 24 anos eu tenho o luxo de não saber o que está acontecendo no mundo do futebol. Não sei de nada da seleção. Se não fosse por alguns alertas do Estadão no meu celular, eu nem saberia quem é o técnico.

Pela primeira vez eu tenho o direito de ignorar a Copa do Mundo. Vou poder dormir quando os jogos estiverem acontecendo, assistir a um filme ou uma série sem ser interrompida por uma maldita vuvuzela ou um vizinho escandaloso… Que sonho.

Aqui, definitivamente, não vai ter Copa.

A Menina da Ilha: 1 ano (e alguns dias) na Inglaterra

Há pouco mais de um ano cheguei na Inglaterra para conquistar meus três diplomas em Digital, Media e Society na renomada Loughborough University, uma das melhores universidades do Reino Unido.

Como sou uma pessoa muito boa e humilde, queria compartilhar com vocês tudo o que eu aprendi nesse ano, para que vocês também se sintam motivados para get up and seguir seus sonhos, find that inner tiger que faz sua paixão urrar e never, never fucking give up.

Esse é o relato da menina da ilha, meu um ano de Inglaterra.

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Eu acho que todo mundo que estudou jornalismo chega em algum momento da vida, olha para a própria carreira (e não importa se está na Globo, no Guia da Vila ou trabalhando de freelancer) e fala “onde foi que eu errei?”. Acontece que meu erro deve ter origem genética. Não acho que errei nas escolhas que fiz. Buscar informações e contar histórias é provavelmente meu único talento. Além de usar o Google. Eu sou muito boa em encontrar coisas no Google, beijos.

Se não errei quando prestei vestibular, também não errei quando escolhi fazer um mestrado em comunicação. Eu gosto de comunicação. E meu sonho é cagar regra sobre comunicação.

Mal posso esperar pelo dia em que eu vou fazer minha apresentação pro TED Talk falando “Journalism is dead. And it’s your fault. Here’s why” e apertar o botão que dá origem à minha apresentação de Power Point.

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E pra alcançar esse meu sonho, eu resolvi fazer esse mestrado no exterior. Vamos ver se com isso no meu currículo eu sou levada a sério e arrumo um emprego como diretora ou sou chamada logo pra cagar regra pra um grupo de alunos inocentes.

O ano foi intenso e cheio de aprendizado. Vou expor tudo em tópicos:

1- Assistir a programas de culinária é equivalente a cozinhar

Eu odeio cozinhar. Antes de mudar pra cá eu tinha feitos alguns poucos pratos na minha vida e, como escrevi nesse post aqui, eu não estava muito determinada a mudar isso. O problema é que se tem uma coisa que eu odeio mais do que cozinhar, essa coisa é comida congelada e requentada no microondas.

Tive de me virar.

E aprendi que tem muito valor assistir a pessoas cozinhando, mesmo que você não coloque a mão na massa, porque você desenvolve instinto.

Ahh e aprendi também que uns dentes de alho amassados salvam qualquer legume inglês sem gosto.

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Tipo esse Babaganoush com cara de vômito que eu fiz. Já tinha feito? Não. Mas já tinha visto gente fazer. E aí só coloquei alho e pronto. Não tem erro.

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E essa maravilhosa fornada de bolinhos de chuva? Quer coisa melhor para o clima inglês? Passei a infância assistindo à minha mãe e às avós fazerem isso, não tinha mistério. Era só fazer a misturinha e fritar.

2- Quando você mora em uma cidade pequena na Inglaterra, qualquer coisa é diversão

Não sei se o mesmo vale para o Brasil. Eu imagino que tenha coisa parecida, mas que a diversão me cidadezinhas brasileiras tenham muito mais a ver com fofoca do que com evento comunitário.

Aqui na Inglaterra eu fui a uns eventos bem diferentões graças ao meu amigo Joseph (que, aliás, merecia um post a parte, porque ele é um ciclista que passa cera para modelar o bigode e que come animais atropelados. Sério). Eu conheci o Joseph em janeiro e acho que foi a pessoa mais incrível para me apresentar a tudo o que a Inglaterra tem para oferecer de mais inglês.

Tipo o Open Farm Sunday, em que as fazendas locais abrem as portas pra você visitar a propriedade, fazer um safari inglês (subir numa carroça de feno e ver umas vacas e ovelhas nas pastagens) e fazer carinho em ovelhas.

Ou ao festival de espantalhos, em que as pessoas fazem espantalhos, colocam na porta de casa e você vai lá visitar, escolher o melhor e tomar chá com Victoria Sandwich no jardim da igreja local. Muito coisa de filme inglês.

3- O Tinder aqui presta

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E você vira uma pessoa cafona e ridícula quando funciona.

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De resto, descobri que pessoas que se identificam com a direita veem a imprensa de um jeito diferente de pessoas que se identificam com a esquerda. E as pessoas que se identificam com a esquerda são muito mais desconfiadas da imprensa do que outras identificações políticas.

Também descobri que jornalistas acham que a imprensa não é confiável e que ela não foi justa com a Dilma durante o impeachment. Mas detalhes sobre isso eu vou deixar no meu canal do Medium mês que vem. É lá que cago regras.

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Foi isso que eu aprendi esse ano.

 

 

 

 

 

Testes da vida

As pessoas espiritualizadas acham que Deus coloca desafios no seu caminho para te ensinar lições.

As que acreditam em astrologia falam em movimento das estrelas, saturno retrógrado e não sei o que e explicam todos os problemas que aparecem na véspera do seu aniversário.

Eu resolvi encarar como um sinal de que faz tempo que não escrevo por aqui e meus leitores estavam com saudades de ler sobre as minhas desgraças.

Voltei.

Com catapora.

Por algum motivo (muito amor de mãe, provavelmente), nunca tive catapora quando criança. Fui ter agora, há uma semana de completar 30 anos, morando sozinha na Inglaterra e recebendo amigos para celebrar a minha nova década.

Desgraça pouca…

Achei essa doença muito cretina. Porque você nem sente nada, só a agonia da coceira e de estar parecendo uma pizza de pepperoni.

Li na internet que a catapora tem duas fases. Na primeira a criança (porque pessoas normais têm isso antes dos 10 anos) está em agonia, na segunda, entediada.

Pra mim, essa segunda fase tem sido a pior. Não saio de casa desde quarta-feira.

E tem um agravante.

Acontece que eu não sentia temperaturas acima dos 20 graus desde, sei lá, julho? Sai do Brasil quando ainda era oficialmente inverno, cheguei aqui no outono, vivi a maravilha do inverno… Mas o mundo dá voltas, a Terra se inclina e, infelizmente, é primavera. E está fazendo um calor infernal (de 24 graus) por aqui…

E, realmente, já passei pior. MAS AS JANELAS AQUI NÃO ABREM!

Sério.

Como as pessoas se jogam da janela, em vez de prevenirem suicídios oferecendo terapia como parte da saúde básica, eles colocam travas na janela.

Parabéns aos envolvidos.

Ahh isso porque eu moro no segundo andar. Se alguém pular aqui da janela vai quebrar uma perna ou um braço. Não vai conseguir se matar.

Só queria dizer que essas travas na janela são um dos porquês.

Então estou aqui, fechada em casa porque eu tenho bom senso e não vou contaminar crianças por aí enquanto passo calor nível Brasil porque os outros não têm bom senso e é melhor não poder abrir a janela do que oferecer a tentação para alguém matar.

Pois espero que meu sofrimento, meu inferno astral, minha lição divina sirva para divertir os outros.

Um dia eu volto.

 

Lanchão em Pemberley

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É uma verdade universalmente conhecida que minha vida é pautada por referências a filmes, livros e séries.

Por isso, quando a Lucila resolveu que viria me visitar, alguns destinos na Inglaterra pareciam obrigatórios. O primeiro deles foi Bletchley Park, onde um grupo de especialistas ingleses (entre eles o Alan Turing) decifraram o código alemão durante a Segunda Guerra. Quem assistiu a The Imitation Game deve se lembrar – E o passeio vale muito, muito, muito a pena.

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Mas um dos destinos que eu estava mais animada para visitar era Pemberley. Bom, não exatamente Pemberley, mas Chatsworth House.

A casa, onde vivem o Duque e a Duquesa de Devonshire, serviu de locação para o filme Orgulho e Preconceito de 2005. Encontraria o Mr. Darcy na Pemberley da vida real?

O que encontrei foi um Mr. Darcy tão real quando Pemberley:

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A estátua, também usada no filme.

Bom, a visita a Chatsworth dá direito à entrada para os jardins, o passeio pela casa e um típico chá da tarde inglês.

Começamos pela casa.

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Como o Natal se aproxima, a casa estava toda decorada e um mercado de Natal estava acontecendo na área externa da propriedade.

E, acho que justamente por causa disso, o rolê estava bem cheio. Todo mundo fazendo fila para ver a casa decorada para o Natal, entrar no clima…

E tudo o que a casa tinha de bonita e incrível por fora, por dentro ela era… Bom…

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Um monumento ao mau gosto

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Se Elizabeth Bennet tivesse entrado nessa Pemberley, confirmaria todo o preconceito que tinha contra o Mr. Darcy.

Mas, meus amigos, ainda bem que a natureza não tem decorador. Os jardins de Pemberley, esses sim, valem a pena.

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E ainda tinha uma fazendinha, onde a Lucila viu um Porquinho da Índia pela primeira vez:

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E depois de um dia admirando a possibilidade de viver na era regencial, fomos participar daquela tradição que todo mundo associa ao povo britânico: o chá da tarde.

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O lanchão vem com uma bebida quente (a Lucila pediu chocolate quente e eu, claro, pedi chá) e uma pequena coleção de comidinhas.

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Parecia coisa da realeza. Pena que não teve nada de nobre na nossa volta, pegando um ônibus lotado, um trem e um táxi de volta pra casa… E no dia seguinte ainda teve o desastre Gilmore Girls.

Pois é. É uma verdade universalmente conhecida que quem nasceu para ser lanchão jamais será chá da tarde.

Quermesse na gringa?

Cheguei aqui meio que junto com o frio. Mas aquele frio de outono, o que significa que é quase a mesma coisa que um frio de inverno em São Paulo.

Eu amo o frio. Mas sabe o que estava faltando? Uma quermesse! Porque, sério, não tem a mesma graça sentir um vento gelado na cara sem um quentão pra acompanhar ou a cara suja de mostarda do cachorro quente.

Loughborough tem sido muito boa pra mim, porque sempre que eu sinto um apertozinho no coração ela me presenteia com uma visita de amigos, um dia divertido com os meninos com quem moro ou UMA QUERMESSE!!!!!

 

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Claro que não é uma quermesse, quermesse e que faltaram muitas coisas (saudades quentão), mas deu pro gasto!

A Loughborough Fair é tipo um parque de diversões daqueles de bairro tosco com umas barracas de comida.

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Matei a vontade do cachorro-quente, o que é um avanço (e esse era com salsichão alemão, o que não é nada mal) e me diverti horrores.

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A “quermesse” aconteceu de quarta a sábado e, como admiradora de quermesses que sou, fui o maior número de vezes possível. Primeiro com as meninas do meu curso e depois com os meninos que moram comigo e os amigos deles.

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Como disse, o forte da feira não é bem a gastronomia. O que pega mesmo são os brinquedos. E, mesmo sendo uma cidade pequena, Loughborough não desapontou.

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Coisas que giram, que pulam, que sobem, que descem… Tudo no espaço das 4 ruas principais da cidade. Ahh e as lojas não pararam de funcionar nesses quatro dias de curtição…

Além dos brinquedos tinha também as barracas de coisas tipo “tiro ao alvo”, “pescaria”, “cartola”… Só que versão gringa, claro.

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E os prêmios também eram versão gringa… Tipo esse bichinho do aspirador de pó (????) mais querido da Inglaterra, o Henry Hoover.

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Deu pro gasto, mas nada se compara às maravilhas gastronômicas da Quermesse do Calvário ou da onda de nostalgia que encontro na festa junina do Rainha da Paz.

Até porque, a maior promessa dessa quermesse gringa, segundo meus amigos daqui, eram os donuts fritos na hora…

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Mas que decepção… Murchos e oleosos…

Inglaterra, você tem muitas coisas boas, mas ainda tem muito o que aprender com as quermesses brasileiras. Fico com os churros, ok?

Kitchen Nightmares da Masterchef

Eu tenho uma preguiça enorme de comida. Não parece, né? Mas tenho.

Com certeza é por causa dessa preguiça enorme que recorro a coisas pouco saudáveis quando a fome bate e a preguiça continua. Eu tenho preguiça de escolher o que comer, de parar de fazer o que estou fazendo para comer e, principalmente, de cozinhar.

E o que fazer quando você passa a morar sozinha em um país onde não reconhece nem as marcas dos congelados?

Bom, a gente tenta, né?

Sei fazer umas 3 coisas (macarrão, couve-de-bruxelas que minha mãe ensinou e um frango grelhado). E minhas refeições têm sido variações disso aí intercaladas com saladas e visitas a restaurantes.

Mas, posso falar? Mesmo com toda a minha preguiça e toda a minha zero aptidão para o negócio, ainda não fiz nada que tenha ficado intragável.

Acho que isso se deve a ter ASMR.  Por causa dessa sensação maravilhosa passei muitas tardes assistindo à Palmirinha e derivados.

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Claro que eu me identificava mais com o Guinho, né amiguinhas?

Assistir à Palmirinha pode não ter me dado muito gosto pela culinária, mas pelo menos me deu o mínimo de bom senso. Sei o que é refogar alguma coisa, sei ponto de brigadeiro e sei mais ou menos a cara que as coisas devem ter.

E, na dúvida…

Esse post é mais pra pedir as dicas de vocês na cozinha. Tem um prato rapidinho de fazer que até eu consigo deixar gostoso? Manda aí! E aquele truque pra deixar o frango macio, a carne temperadinha e o arroz soltinho? Quero também.

Sério, preciso de socorro.