Mudou tudo! Até o Facebook!

Já escrevi aqui sobre como as mudanças são difíceis pra mim. É uma tortura só. Um luto mesmo, até porque eu não sou uma pessoa muito nostálgica então eu sei que quando a coisa muda, ela muda pra nunca mais ser a mesma.

Pois bem. Mudei. Mudei de apartamento, de cidade, de país. Meio que mudei de profissão, de situação familiar, de celular… Até meu Facebook mudou. Antes ele tinha um globinho assim:

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E agora é assim:

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Queria estudar fora há muito tempo. Desde que me formei procurava cursos, bolsas de estudos e me preparava para fazer um mestrado no exterior. Mesmo assim, aceitar essa nova vida foi difícil.

Cheguei ontem na cidade de Loughborough, na Inglaterra, onde vou passar o próximo ano fazendo um mestrado em Digital Media and Society. Minhas aulas não começaram ainda, mas tenho certeza de que terei histórias de coleguinhas amalucados para contar por aqui.

Por enquanto, falemos das pessoas amalucadas que deixei para trás.

Como queria poder colocar todo mundo num potinho e trazer comigo. Queria que todo mundo morasse em Loughborough, no mesmo prédio que eu. Ou, que existisse teletransporte e eu pudesse aparatar em São Paulo todos os dias e aparatar aqui de novo.

Mas a vida não é fácil, né? E as mudanças continuam acontecendo. E para a gente crescer, se desenvolver, melhorar, elas às vezes são assim drásticas.

Sem potinhos de pessoas, coloquei uma vida em duas malas (que erro) e parti.

Voei até Londres de Royal Air Maroc, uma companhia não muito elogiada nas internets. Estava preparada para o pior e, como tudo ocorreu bem, minha jornada foi sensacional. Fica a dica: o ideal nessa vida é ser pessimista mesmo. Aí as coisas sempre são melhores do que se espera.

Sentei ao lado de um “terapeuta de mandala” (um cara que faz terapia com mandala, não que faz terapias EM mandalas) que estava conversando com um italiano completamente fora do normal.

O cara parecia um músico desses da Av. Paulista (inclusive, não duvido que seja). Sentou num lugar errado porque o dele estava com a tevezinha quebrada. Quando perguntei o que tinha de errado e se ele queria sentar perto do cara da mandala ele disse que o problema eram as ondas de energia do Atlântico, que poderiam sugá-lo, já que ele não era uma forma de vida comum.

Quando chegaram as meninas donas do lugar em que ele estava ele deixa uma CUECA no assento. Sério.

O cara ainda trocava de português para inglês e de inglês para italiano sem motivo aparente. No aeroporto a moça fala pra ele “Não falo italiano, senhor”.

Enfim, do aeroporto peguei um trem para St. Pancras e depois mais um trem até aqui. Carregar as malas foi a pior parte. Mas cá estou. No fim deu certo.

A residência é dividida em flats, cada flat tem uma cozinha e salinha. No meu flat tem só meninos, todos de exatas.

Conheci só um dos meninos, que tem cara de indiano e é de Manchester. Como dividimos uma sala comunal a Lucila está chamando ele agora de Ronesh (como o Ron, de Harry Potter, só que indiano).

Com o tempo vou me acostumando, conhecendo os outros membros da Grifinória e me adaptando à cidade.

Cidade, aliás, que é uma gracinha.

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Pequenina (tem 60 mil habitantes), mas uma graça. Já achei o supermercado e o cinema, então sobreviver eu consigo!

E com essas mudanças todas ainda terei muito o que contar… Pelo menos assim o blog volta a ser atualizado.

Carta de amor

Querido,

Sei que nossa relação anda estremecida. Faz tempo que você deixou de confiar em mim e eu, confesso, quero esbravejar por aí que você é ignorante por preferir acreditar nas mentiras e teorias da conspiração publicadas no Facebook.

Não sei o que aconteceu. Poderia culpar a Dilma. Poderia dizer que é tudo culpa da crise e da instabilidade econômica. Usar uma dessas desculpas que todo mundo usa.

Mas, dizem que a culpa é da internet. Dizem que já que você pode dar uma olhadinha em todas as outras fontes por aí você começou a questionar nossa relação. Eu não sou mais única na sua vida.

É verdade, querido? Faz sentido. Mas não pode ser.

A nossa relação não melhorou desde que também entrei para o mundo digital e para as redes sociais? Não é muito mais gostoso poder falar comigo como você fala com aquele amigo de escola? Não é agradável saber o que me anima em tempo real? E quando eu te conto, segundos depois, o que está acontecendo na Rússia? Não é magnífico?

É fato que, desde que a internet entrou em nossas vidas, você paga menos coisas para mim. Trata a nossa relação como se fosse uma obrigação da minha parte. Estou prestando um serviço a você, mas você se esquece de que, para que eu sobreviva, dependo de sua ajuda.

Também me incomoda o modo como você escolhe acreditar em algumas coisas que eu digo e desmentir outras. Acredito que você é livre para acreditar em quem quiser e tomar as suas próprias decisões. Quando digo algo com o qual você não concorda não estou tentando “te manipular”.

Eu erro, querido. Não sou perfeita. Reconheço que raramente admito que errei, mas garanto que faço o possível (e o impossível) para te contar coisas verdadeiras, histórias bonitas, fazer denúncias e mudar o seu dia. Sei que a nossa relação depende disso. Meu sustento depende disso.

Desculpa. Eu não deveria te ver apenas como meu sustento, né? Não deveria olhar para você apenas como alguém capaz de ler, escutar, assistir ao que falo. Você é muito mais do que isso!

Você consegue me ver também como alguém importante na sua vida? Espero que sim.

Querido, faz tempo que precisamos discutir a nossa relação. Eu preciso aprender a te escutar… Não só isso. Eu preciso aprender a responder ao que você me fala. Costumo ignorar aqueles comentários que você faz em minhas notícias. Acho a grande maioria deles preconceituoso, problemático, inflamado demais…

Mas, como posso me gabar de ser sua voz, de trazer a público suas denúncias, direitos e histórias se nem ao menos respeito a sua opinião? Você é teimoso e preguiçoso, mas esses são defeitos que eu também tenho.

Querido, quero terminar essa carta com um pedido de reconciliação. Vamos combinar que, daqui pra frente, a gente vai se respeitar mais?

A partir de hoje, você, meu querido leitor, vai ler minhas matérias com mais atenção e, quando desconfiar do que digo, vai buscar outras fontes (e ler tudo com o mesmo interesse e coração aberto), para tirar as suas próprias conclusões.

Eu, a imprensa, prometo que vou te dar mais atenção. Prometo que vou conversar com você, responder a seus questionamentos e tentar te fazer entender aquilo que quero dizer.

Quem sabe assim a gente não se acerta? Nossa relação é tão longa e bonita. Eu dependo de você, mas você também ganha muito com a minha presença em sua vida. Admita, vai…

Quero estar com você quando acorda… Quando você chega em casa depois de um dia longo de trabalho e relaxa no sofá. Quero participar de suas decisões mais importantes…

Vamos colocar as desconfianças e preconceitos no passado e começar de novo?

Da eternamente sua,

Imprensa

*A autora deste blog não tem a menor pretensão de responder por toda a imprensa brasileira. E nem acredita que essa relação vá mudar tão cedo. Mas ficam aqui os votos para que mude.

**Publiquei o texto também no Medium, onde quero escrever mais textos relacionados a jornalismo. Se você se interessa por isso, me segue lá: https://medium.com/@laiscattassini

Corre que a imaginação tá vindo!

A maior prova de que eu tenho um sério problema de vício em ficção não é a lista de mais de 90 séries que acompanho. Nem a quantidade de livros que tenho na estante ou de filmes que faço questão de comprar… Não… A evidência clara de que estou quase no fundo do poço é a minha reação física às obras que leio/assisto/escuto.

Eu vou e volto a pé do trabalho. São cerca de 40 minutos de caminhada, duas vezes ao dia. Como eu não aceito perder esses 80 minutos diários para a vida, ocupo meu tempo da maneira menos arriscada: ouvindo audiobooks e podcasts.

Já falei aqui sobre como não sou lá muito discreta quanto às risadas, lágrimas ou sustos decorrentes do que estou ouvindo, mas, ahh meus amigos, certos arquivos provocam reações muito mais ridículas do que a gargalhada no metrô. Especialmente porque no metrô ou no trem eu podia olhar pro chão. Caminhando a paisagem é outra.

Pois bem, descobri um podcast chamado Limetown. Algum site recomendou dizendo que a série era uma mistura de Serial com Arquivo X.

Não precisava de mais nada para despertar meu interesse. Baixei o primeiro episódio no mesmo dia.

Limetown, assim como Serial, acompanha uma jornalista tentando desvendar o mistério de Limetown, uma cidade que desapareceu por completo de uma hora pra outra. Um dia estava cheia de pessoas passeando e ordenhando vacas e em um minuto PUF, a centena de moradores de lá sumiram sem deixar vestígios.

Claro que é uma ficção. E claro que os atores que narram essa história não conseguem, nem de longe, passar a mesma convicção da Sarah Koenig. Mas quem precisa de talento dramático quando, no meio do meu caminho, tem isso aqui:

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10 minutos de caminhada e eu me deparo com essa Minnie (ou seria um Mickey transgênero) demoníaca olhando para mim como quem diz “sabe essas pessoas que desapareceram nessa cidade aí…? VOCÊ É A PRÓXIMA”

E o que é a crise, né, minha gente? Chega pra todo mundo. Inclusive pra Minnie.

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A música, a narração (mesmo que meia boca) e a história são mais do que suficientes para ter a certeza de que Minnie possuída está me perseguindo e vai me fazer sumir, assim como todos os moradores da fictícia Limetown.

Corro, passo por ruas escuras, sou obrigada a tirar o fone.

Por que o que eu descubro nessas horas é que eu definitivamente seria uma das primeiras a morrer no caso de um ataque de Boneco Assassino, Ghostface ou apocalipse zumbi.

Eu iria ficar ali, parada, incrédula, enquanto a Minnie maldita avançaria na minha cara com seu corpo de leptospirose.

Mas que bom que tudo não passa de imaginação, né? Que bom que a Minnie não sai de lá… Basta ignorar.

Só que aí, alguns dias depois…

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CORRE, LAIS! AQUELE PERNALONGA PEDÓFILO SABE O QUE VOCÊ FEZ E ESTÁ ATRÁS DE VOCÊ!!!!!!!!!!!!!

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Esse final de semana eu e a Lia resolvemos fazer algo que há muito eu adiava: separar todos os nossos brinquedos para doação.

Meu quarto tinha dois baús onde eu coloquei todas as bonecas, bichinhos de pelúcia e variados. Longe dos olhos, longe do coração e eu não sentia necessidade nenhuma de revirar os baús… Até este domingo.

O que descobrimos ao revirar tudo é que, se eu sou o Andy…

A Lia era o Sid…

Minhas Barbies estavam todas com um lindo cabelo loiro, conformadas com o patriarcado, enquanto as da Lia estavam carecas, com maquiagem de esmalte ou chapinha feita com ferro de passar…

Meu Aladdin estava com as duas pernas e, embora a Lia tenha de ter cortado parte do cabelo da Jasmine em razão da quantidade de nós, o casal que abrigou meu baú por tanto tempo continua capaz para encontrar novo lar.

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Já aquela boneca ali atrás, que era da Lia, claramente teve algum ataque cardíaco no meio da vida e perdeu a cor dos lábios…

Nem tudo vai para doação. Estamos salvando alguns brinquedos que fizeram parte da nossa vida por mais tempo do que conseguimos lembrar.

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Essa coelhinha, por exemplo, foi meu primeiro brinquedo. E ela está inteirinha! Dois olhos, um nariz, dois botões… Quase 30 anos de uso e aí está ela, firme e forte. Ela fica.

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Esse espelho imundo meu avô trouxe da Disney. Aperte o botão e aparecem os personagens de A Bela e a Fera e, se o áudio ainda funcionasse você ouvia coisas como “Show me the beast” e “I Love you”, conforme as coisas aparecem. Uma graça. E uma graça que foi meu sonho de consumo quando eu tinha 6 anos e a menina popular do pré levou esse mesmo brinquedo para a escola.

Quando meu avô viajou, pedi um igual e fiz um desenho para ele entender o que era. Mesmo sem funcionar direito, o espelho fica.

Ficam também os diversos bichinhos e bonecas que meu avô e minha avó trouxeram do exterior e, mesmo mais antigos do que a grande maioria de coisas que tínhamos, estão super inteiros.

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Cada brinquedo tem sua história… E eu fico feliz de ter uma memória boa o bastante para lembrar quem me deu a maioria deles, o nome que ganharam uma vez que chegaram na minha casa e quais merecem ficar.

Aos muitos outros, sinto muito.

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A Lia vai limpá-los, penteá-los e, em breve, vocês terão novo lar.

Obrigada aí pelos anos de infância feliz.

** A Lia exigiu uma retratação. Ela afirma que não é o Sid, mas a Amy, uma artista:

É… Ela está certa! **

Aluga-se este espaço

Atenção veículos de mídia! Atenção UOL, Folha, Estadão, Veja, Globo, Carta Capital, Brasil Post e Buzzfeed. Estou alugando esse e todos os outros perfis que tenho nas redes sociais para expôr o link de vocês com alguma opinião pré-formada.

Posso falar sobre qualquer coisa.

Acordo nuclear com  Irã?

Denúncia de corrupção no Chile?

Impeachment da Dilma?

Posso até falar sobre acidente aéreo, escalação da seleção brasileira, crise da água…

Basta que vocês me passem os links.

Ahhh e digere bem, tá? Melhor se for em formato de lista. Se tiver piadinha junto, tipo o que o John Oliver faz, melhor ainda. Bem mais interessante falar sobre como os Estados Unidos não têm direito sobre suas fotos nuas do que debater se o país tem direito de espionar qualquer outro país.

Entendeu? Nada de textos com opiniões diversas sobre o mesmo assunto. Nem tentem me explicar conflitos que duram anos. Quero “32 fotos que vão te fazer ser contra Israel”, “Esse vídeo vai te fazer entender o caso Nisman”, “Você não vai acreditar no que o piloto da Germanwings disse antes de sair de casa”.

E atenção, se você ligar AGORA para alugar esse espaço, você ganha INTEIRAMENTE GRÁTIS a hostilização de qualquer opinião que diverge do que combinamos.

Se a Folha publicar um texto dizendo que a Dilma entregou propina na mão de tesoureiro, digo que é essa mídia manipuladora que faz lavagem cerebral em todo mundo.

Opa, Estadão tem infográfico sobre o envolvimento do Alckmin no cartel dos trens. “Esse jornal só defende essa corja de PTralhas”, postarei logo abaixo.

Acho bom ficar claro, aliás, que não tô aberta a ofertas de veículos claramente manipuladores, como a Veja, a Globo e a Carta Capital.

A não ser que a Veja publique matéria sobre como os manifestantes do 12 de junho encontraram o Starbucks fechado por falta de água (#foraAlckmin), ou a Carta Capital publicar texto em defesa do panelaço (#foraDilma).

A Globo? Só aceito para ver novela, BBB, futebol e o Video Show novo, que tá fantástico. As outras informações melhor pegar da Época, da CBN… Bem mais confiável, né? Já que não são da Globo manipuladora.

O preço? Muitos likes! Quero likes e mais likes. Quero pessoas compartilhando meu post e dizendo “taí uma verdade”. Falando “ainda bem que alguém falou o que eu estava pensando”.

E aí?  Quem vai fechar esse acordo maravilhoso?

Porque, sabe o que é? Eu quero muito expressar a minha opinião sobre as coisas. Mas não quero ler tudo isso aí que vocês postam. E olhar o macro é muito chato. Muito difícil.

Então é isso. Vamos diminuir aí essas matérias de vocês, fazer umas listinhas mais digeríveis, uns infográficos mais didáticos, uns vídeos engraçados e aí eu compartilho, pode ser?

FLW VLW

 

 

Uma noite com Paul Bettany

Como prometido, conto hoje sobre como “conheci” o Paul Bettany.

Vocês não sabem quem é Paul Bettany? Tudo bem. Muita gente não sabe.

Esse é o Paul Bettany

Apesar de ele ter feito muita bosta nessa vida (Mortdecai, Transcendence, O Turista, Legion, Priest) em 2007, quando eu fui estudar em Londres por um mês, o pior filme que ele tinha feito era “O Código Da Vinci) e eu podia apontar para o talento dele em filmes como Dogville, Gangster Nº 1 (aliás, esse pouquíssima gente conhece, e é um filme ótimo) e o fofo “Coração de Cavaleiro”, com uma vista constante do corpo nu do moço.

Enfim, em janeiro de 2007 eu tinha apenas 19 aninhos, era fã de Paul Bettany e estava passando o mês todo em Londres estudando inglês.

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A nossa escola era do ladinho da Leicester (pronuncia-se Lester) Square. Na época eu nem tinha me atentado ao fato de que era lá que aconteciam as grandes premieres de filmes. E nem tinha me tocado de que premiere em Londres não é igual no Brasil, que, quando tem, só aparece o Will Smith e a Naomi Campbell, no máximo. Não. Premiere em Londres vai todas as celebs.

Vi de longe a premiere de Dreamgirls (Beyonce saiu no jornal no dia seguinte com talco no suvaco e peruca cheia de nó) e logo no dia seguinte teve também de Rocky 5. Mas nada que me fizesse passar frio por horas para ver.

Até que, um belo dia, ia rolar a premiere de Diamantes de Sangue, com a Jennifer Connely e o Leonardo DiCaprio.

Para quem não sabe, a Jennifer Connelly é casada com o Paul Bettany. A Lia brilhantemente pensou “se a Jennifer Connelly vem, o Paul Bettany não vem também?”

Sim. Existiam grandes chances de ele ir. Gente, o Paul Bettany era alguém naquela época. Ele não era apenas coadjuvante do bosta do Johnny Depp. Ele era alguém que prestava. E eu estava no auge do meu amor por ele. A minha foto no msn (saudades, msn) foi essa por muito tempo:

Depois dos passeios do dia, me posicionei em um lugar estratégico para esperar a “banda” passar. E que frio passei. Meu deus. Era o auge do inverno, eu ali com uma luvinha porcaria que custou 1 libra, segurando numa grade de ferro e tendo batendo os dentes.

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Uma menina coreana que estava do meu lado puxou assunto.

“Só estou aqui para ver o Paul Bettany”, disse.

“Quem é Paul Bettany?”

“O albino de Código Da Vinci”

“Ahhh”

A menina nem sabia o que estava fazendo lá. Mas queria ver celebridades…

Foi umas boas horas no frio até que alguém interessante chegou.

Jennifer Connelly foi. Acompanhada.

Quando eles se aproximaram do lado que eu estava, tão pertinho, eu vi a palidez e as sardas dele. Passei mal.

E com o Motorola V3 da Lia, a única máquina fotográfica que tínhamos (a nossa pifou na Itália, antes de chegarmos em Londres) tirei a foto, tremendo de emoção e de frio.

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E essa foto é a única prova que eu tenho de que vi meu “ídolo” de perto. E que podia ter um autógrafo dele se tivesse papel e caneta e se a coreana não tivesse pedido por um no minuto em que ele pareceu, mesmo sem saber quem ele era.

Ela me mostrou o autógrafo do “albino do Código Da Vinci”.

Quando o Leonardo DiCapriu apareceu, eu fui pressionada contra a grade e comecei a gritar “quero sair daquiiiiii! eu odeio esse moço!!”

Fugi quando ele chegou bem pertinho. “Não quero autógrafos de quem não ganha Oscar…”

Saí de lá para ligar imediatamente para a Lucila, a Marina e a minha mãe. Que noite para lembrar…

E tem gente que reclama que smartphone te escraviza. Se eu tivesse um iPhone na época eu tinha feito um selfie com o Paulzinho. Mas não. Tudo o que tenho é uma foto tremida…

Fica a lição.

Longa amizade

Sabe como eu falei no post anterior que às vezes falta inspiração?

Pois é para esses momentos de dificuldade que existem os amigos e hoje o post é da Lucila.

Aliás, tô aceitando outros blogueiros convidados… Fica a dica!

E aí vai o post! (fotos, com comentários, by me)

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Olá a todos,

Como vocês vão perceber, esse post não foi escrito pela Lais. Quem escreve hoje é a Lucila, amiga da Lais. Mas por que eu estou escrevendo hoje?

Como vocês sabem, a Lais está participando do ‘Blog Every Day April’, que pressupõe um post novo por dia no blog. Como ela mesma diz, é difícil achar inspiração para escrever todo dia sobre um assunto novo.

Como eu super torço para que a Lais atinja seu sonho de virar blogueira famosa, ganhando rios de dinheiro (afinal, blogueira famosa vira ~celebridade~ e celebridades têm entourages *wink, wink, nudge, nudge*), me ofereci para contribuir à causa com um post. A data escolhida foi hoje, dia 11.

Por quê? Se vocês não sabem porque, shame on you! É porque hoje é aniversário da Lais e no dia dela ela não deveria precisar se preocupar em ter inspiração para escrever um post!

Então, primeiramente, vamos lá. Juntem-se a mim para desejar um maravilhoso aniversário à Lais:

FELIZ ANIVERSÁRIO, LAIS! [Insiram demais votos de felicidades aqui porque eu A. não tenho criatividade para essas coisas e B. já estou escrevendo um post inteiro sobre a Lais e seu aniversário, então, né, façam sua parte. Ou vocês querem que eu faça tudo para vocês? ]

A Lais sugeriu que eu escrevesse sobre uma história engraçada da nossa amizade. Fiquei muito tempo pensando sobre qual poderia escrever aqui e percebi que não conseguiria escolher somente uma. Se, como diz a expressão popular*, “Cada mergulho é um flash”, cada história nossa é digna de um flash (às vezes literalmente!), então seria injusto escolher só uma para contar para vocês hoje.

Eu não lembro exatamente como nos conhecemos. Sei que foi no módulo de física (entendedores entenderão) sobre astrofísica e ACHO que foi porque estávamos sentadas perto e o professor tinha pedido para formarmos um grupo. Nós éramos de turmas diferentes na escola e eu estava um ano na frente, então, se não fosse pelo módulo, talvez nunca tivéssemos nos conhecido. Minha vida certamente teria sido muito diferente se não tivesse a Lais como amiga.

Enquanto estávamos na escola, criamos o hábito de escrever cartas uma pra outra todos os dias. O conteúdo era completamente mundano: comentários sobre as aulas, séries que tínhamos assistido e outras coisas do dia-a-dia. De vez em quando, a carta vinha acompanhada de um fanfic ou ilustrada com um desenho. Ainda tenho tudo guardado numa caixa em casa.

O mais legal de rever essas cartas é perceber que muito pouca coisa mudou nesses mais de dez anos desde o módulo de astrofísica. Eu continuo tendo obsessões absurdas por homens fora do meu alcance e a Lais continua sendo a voz da razão nessas situações. Porém, o fato de que pouco mudou é prova de que nossa amizade sempre foi muito grande e que assim continua.

Mas não sou só eu que tenho obsessões. Não.

Ainda que não seja no mesmo nível que eu, a Lais também tem seus momentos de fangirl. Um dia, muitos anos atrás, estava saindo do trabalho quando recebi uma ligação internacional. Era ela, de Londres, me dizendo que tinha visto Paul Bettany ao vivo numa pré-estreia de filme! Hoje em dia eu recebo links e mensagens comentando sobre como o James Morton é lindinho e o Benedict Cumberbatch é fofíssimo.

MAS NÃO É??? OLHA ESSE HOMEM LINDO!!!!!!!!

E é assim que os últimos dez anos têm sido, compartilhando obsessões, risadas, diversões, causos e fofocas. Também já passamos por um bocado de perrengues, aqui e no exterior, mas nada tão grave que não tenha virado uma ótima história de viagem depois. Na verdade, acho que é justamente porque passamos por essas coisas juntas que somos capazes de depois olhar para trás e dar risada. E como damos risada!

Eu sei que, independente do rumo que cada uma tomar, continuaremos sempre próximas (obrigada, internet!) e que muitos momentos memoráveis ainda estão por vir❤

Lais, espero que tenha um ótimo aniversário e um maravilhoso 28º ano de existência. Mano, tamo junto para comemorar os próximos 28 e os 28 seguintes.

Beijos,

Lucila

*Originária de uma novela cujo nome eu não lembro. Só lembro que a moça em questão mergulhava no Piscinão de Ramos e morava na laje.

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Obrigada, Lucila!!!

Aliás, obrigada também por me dar a inspiração para o próximo post. Conto essa história sobre o dia que “conheci” o Paul Bettany amanhã.

Naquela época eu não tinha blog para contar as minhas aventuras… Ahh quanto vocês perderam. E quanto potencial de influência eu perdi por não ter começado isso antes…

Enfim, até amanhã!