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	<title>Antipatia</title>
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		<title>Antipatia</title>
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		<title>Quero ser Rory Gilmore</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 01:46:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lais Cattassini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Gilmore Girls]]></category>
		<category><![CDATA[Hunger Games]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;I can never read all the books I want; I can never be all the people I want and live all the lives I want. I can never train myself in all the skills I want. And why do I want? I want to live and feel all the shades, tones and variations of mental [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=780&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;I can never read all the books I want; I can never be all the people I want and live all the lives I want. I can never train myself in all the skills I want. And why do I want? I want to live and feel all the shades, tones and variations of mental and physical experience possible in life. And I am horribly limited.&#8221;<br />
― Sylvia Plath</p>
<p>Ultimamente eu tenho me sentido assim.</p>
<p>Uma das minhas &#8220;resoluções&#8221; de ano novo foi ler pelo menos 20 livros em 2012. Não é uma tarefa difícil. Não está nem próxima do impossível. Mas, para cumprir essa meta eu preciso diminuir as horas que passo assistindo a filmes e séries. O que é triste.</p>
<p>Sabe aquele tipo de gente que mora em casas cheias de lixo e coisas que jamais jogaram fora? Aquele tipo de gente que acumula objetos e mais objetos? Aquele tipo de gente que é, para resumir, louco?</p>
<p>Eu sou uma dessas pessoas&#8230; Mas com &#8220;objetos&#8221; culturais.</p>
<p>Eu sinto a necessidade de ler todos os livros bacanas que existem. Não basta eu ler uma aventura do Sherlock Holmes, eu preciso ler todas.</p>
<p>Eu sinto a necessidade de assistir a todos os filmes que todo mundo (ou só algumas poucas pessoas) dizem que é bom. Eu preciso. Não posso não ter assistido a um século de cinema.</p>
<p>Eu PRECISO assistir a todas as séries que as pessoas comentam. Como eu posso ainda não ter visto Parks and Recreations ou ainda não ter terminado Louie?</p>
<p>Não posso conviver com isso. Com esse mundo cultural inacabado que eu sou.</p>
<p>Oi gente, eu sou retardada, maluca, obsessiva&#8230;</p>
<p>O problema dessa minha loucura é que eu sou, como disse Sylvia Plath, limitada. Eu trabalho, eu durmo, eu tenho amigos que gosto de ver e coisas que gosto de fazer. Tenho outras resoluções de ano novo e outras responsabilidades.</p>
<p>Por isso, seria absurdamente impossível ser como Rory Gilmore.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Rory Gilmore" src="http://www3.images.coolspotters.com/wallpapers/115865/rory-gilmore-mobile-wallpaper.jpg" alt="" width="320" height="480" /></p>
<p>Eu não posso ler todos os livros do mundo, as revistas fúteis e catálogos. Não posso assistir a todas as séries do planeta e a todos os bons filmes do mundo e, ainda assim, ser linda, boa aluna e ter um namorado.</p>
<p>Gente, e a minha loucura nessa época de Oscar?</p>
<p>Eu estou surtando. De verdade.</p>
<p>Quando os indicados ao Globo de Ouro foram anunciados e eu percebi que apenas um filme de cata categoria tinha estreado aqui eu gritei, baixei metade e assisti no desespero.</p>
<p>Agora, com os indicados ao Oscar, faltam 3 filmes para eu assistir. Fora os indicados a filme estrangeiro, que eu também quero ver, e os que levaram atores e atrizes às categorias de melhor atriz/ator e melhor atriz/ator coadjuvante.</p>
<p>E o meu calendário de leitura?</p>
<p>Eu tenho de ler tudo em uma certa ordem, porque eu tenho de ler as obras que vão virar filme antes de o filme ser lançado. Não posso me dar ao luxo de ler o segundo volume de Guerra dos Tronos depois de abril, quando a segunda temporada já terá estreado. Não posso.</p>
<p>Como se essas loucuras todas não fossem o bastante, eu ainda tenho um entusiasmo fora do comum, algo que, como disse John Green, define os nerds.</p>
<p><img class="alignnone" title="gif" src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_lvd45vSfea1qgcr3ao1_400.gif" alt="" width="283" height="208" /></p>
<p>Eu adoro isso. Adoro me apaixonar pelas coisas de uma maneira quase doentia, mas&#8230; Não deve ser saudável.</p>
<p>Por exemplo, um dos livros que li (já foram 3 desde 1º de janeiro! yuhuuu. Faltam 17) foi The Hunger Games.</p>
<p>Se você ainda não leu esse livro, mega recomendo. O filme estreia em março.</p>
<p>Bom, mas eu, imbecil, comprei só o primeiro volume da série. Como eu estava (ainda estou) comprando livros e DVDs como se o mundo não fosse acabar em dezembro (cof cof cof), eu achei que seria melhor eu ver se iria gostar do primeiro para depois comprar os outros dois.</p>
<p>Idiota, né? Era óbvio que eu ia gostar! E mesmo se não gostasse! Era óbvio que eu ficaria curiosa para saber o final da história.</p>
<p>Mas eu só fui ter essa conclusão brilhante quando eu já estava lendo o primeiro livro e, como o meu é em inglês, capa mole, eu queria que os outros dois completassem a coleção harmoniosamente. Aí comprei os dois outros volumes com atraso e entro no site da Livraria Cultura todos os dias para ver se a minha encomenda vai demorar (acho que chega terça-feira em casa).</p>
<p>Enquanto isso eu sofro.</p>
<p>Sofro também porque a Marina, que tem a incrível capacidade de me viciar em qualquer coisa (ela é a responsável pela minha obsessão com Wicked &#8211; e, consequentemente, musicais -, Doctor Who, Sherlock, QI, Would I Lie to You e tantas outras séries britânicas), me deu o DVD da série Miranda. Por enquanto foram só duas temporadas e cá estou eu, no desespero pela terceira.</p>
<p>A Miranda sou eu. Do troglodismo à capacidade tragicômica de ficar presa à chamada &#8220;friendzone&#8221;.<br />
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://antipatia.wordpress.com/2012/01/28/quero-ser-rory-gilmore/"><img src="http://img.youtube.com/vi/EIDquJbDFf0/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Tem como não se apaixonar pela série?</p>
<p>E como eu posso com isso, minha gente?</p>
<p>Como eu posso amar tudo isso e querer tudo isso quando tem tão mais para ver e ler?</p>
<p>Socorro. Quero ser Rory Gilmore.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antipatia.wordpress.com/780/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antipatia.wordpress.com/780/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antipatia.wordpress.com/780/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antipatia.wordpress.com/780/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/antipatia.wordpress.com/780/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/antipatia.wordpress.com/780/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/antipatia.wordpress.com/780/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/antipatia.wordpress.com/780/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antipatia.wordpress.com/780/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antipatia.wordpress.com/780/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antipatia.wordpress.com/780/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antipatia.wordpress.com/780/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antipatia.wordpress.com/780/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antipatia.wordpress.com/780/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=780&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Crônica</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 14:31:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lais Cattassini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatório]]></category>
		<category><![CDATA[chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal da Tarde]]></category>
		<category><![CDATA[mau tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não acho que eu tenho lá muito talento para contos e crônicas. Eu me dou melhor falando bobagens sobre as coisas que eu vi e vivi de um jeito debochado. Quando veio o convite para escrever essa crônica para o Jornal da Tarde eu fiquei absurdamente feliz e, ao mesmo tempo, preocupada. Não sabia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=777&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não acho que eu tenho lá muito talento para contos e crônicas. Eu me dou melhor falando bobagens sobre as coisas que eu vi e vivi de um jeito debochado.</p>
<p>Quando veio o convite para escrever essa crônica para o Jornal da Tarde eu fiquei absurdamente feliz e, ao mesmo tempo, preocupada. Não sabia se conseguiria fazer algo razoavelmente bom.</p>
<p>Demorei quase um dia inteiro para escrever esse textinho e até que fiquei feliz com o resultado. Espero que tenha outras oportunidades no futuro.</p>
<p>A crônica saiu na edição de hoje do JT, com minha foto, uma ilustração e tudo do que tenho direito! hahahaha</p>
<p>O texto na íntegra você pode ler aqui:</p>
<p><strong><span style="color:#0000ff;">Melodrama do mau tempo</span></strong></p>
<p>Engraçado como a temperatura de um ambiente é capaz de mudar totalmente o humor de uma pessoa. Acho fantástico como os dias ensolarados são capazes de salpicar sorrisos pelas ruas enquanto os dias chuvosos arrancam mais olhares sérios e deprimidos do que gargalhadas.</p>
<p>É tudo uma questão de conforto. Os que se sentem mais confortáveis com o calor do sol tocando a pele estarão muito mais animados no verão. Por sua vez, os dias frios e chuvosos deixarão os introvertidos mais felizes, autorizados a se esconderem em meio a casacos e gorros.</p>
<p>Deve ser por isso que as chuvas de verão são tão desastrosas. A pessoa fica sem saber o que pensar, o que sentir. Não sabe se comemora o calor que faz na hora do almoço ou se teme o pé d’água que irá cair ao final do expediente.</p>
<p>Não importa qual é a sua opinião sobre a chuva e o efeito que ela tem no seu humor. O fato é que há muita poesia tanto na garoa quanto na tempestade. Tanto é que alguns dos beijos mais épicos do cinema são trocados debaixo de chuva.</p>
<p>A regra é que, se o que você sente é forte o bastante, você não irá se incomodar com os pingos que escorrem na sua testa ou as roupas molhadas.</p>
<p>Mesmo assim, fiquei chocada com a imagem que vi um dia desses de uma menina chorando na chuva, descalça.</p>
<p>Chorar na chuva – ou debaixo do chuveiro – é um sinônimo de liberdade. Suas lágrimas serão confundidas com a água que vem de cima.</p>
<p>Não julgo ninguém por chorar na chuva, é a falta de sapatos da garota que achei angustiante.</p>
<p>Ela não devia ter mais do que 20 anos. Provavelmente esperava por um táxi, segurando os sapatos de salto com uma das mãos e cobrindo o rosto com a outra.</p>
<p>Não me lembro em que rua vi a moça. Não a conheço e não faço ideia do que a levou a esse nível de desespero. Só sei que, para tirar os sapatos e colocar os pés descalços sobre o asfalto imundo de São Paulo, ainda mais sob a ameaça de enchentes, é preciso muito mais do que coragem. É preciso “desapego”. Desapego da vida e da própria saúde.</p>
<p>Andar sem sapatos em São Paulo é pedir para pegar alguma doença. Se estiver chovendo, é preciso rezar para não parar no hospital com leptospirose.</p>
<p>A situação daquela menina era desesperadora o bastante para ir além do amor à vida. Ela estava disposta a pegar uma doença só pelo “prazer” de chorar sem medo, sem atrair olhares para o seu coração partido.</p>
<p>Vale ressaltar que ela não chorava frente a um recente deslizamento de terra. Não participava de um velório ou visitava o túmulo de uma pessoa querida. Esse retrato do desespero não foi causado pela chuva. Foi emoldurado por ela.</p>
<p>Aquela menina estava muito consciente de toda a parafernália cênica proporcionada pelo mau tempo. O cabelo arruinado, as roupas encharcadas e a maquiagem borrada acrescentavam dramaticidade à sua dor.</p>
<p>Não sei o que aconteceu com ela. Não fiquei lá para assistir. Mas não duvido que alguém tenha corrido para oferecer um ombro amigo. Imagino que a pessoa que provocou suas lágrimas imploraria perdão e a consolaria.</p>
<p>O conforto viria na forma de um sorriso e um guarda-chuva. Ela enxugaria as lágrimas, como se fizessem diferença em sua aparência encharcada.</p>
<p>Ela provavelmente não aceitaria o pedido de desculpas logo de cara. Faria um drama, pois essa era a sua especialidade. Mas todos podem fazer drama na chuva.</p>
<p>Pode ser que fiquemos mais suscetíveis a chorar quando o céu parece sentir o mesmo. Mas não é por compaixão às dores da mãe natureza. É por saber que não há cenário mais perfeito.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antipatia.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antipatia.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antipatia.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antipatia.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/antipatia.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/antipatia.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/antipatia.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/antipatia.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antipatia.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antipatia.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antipatia.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antipatia.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antipatia.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antipatia.wordpress.com/777/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=777&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Filmes de Natal</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 14:38:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lais Cattassini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[A Felicidade Não Se Compra]]></category>
		<category><![CDATA[Esqueceram de Mim]]></category>
		<category><![CDATA[Esqueceram de Mim 2]]></category>
		<category><![CDATA[Feliz Natal]]></category>
		<category><![CDATA[filmes de Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Simplesmente Amor]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente eu fiz mais uma lista antipática para o site do Léo Disney, dessa vez sobre os 10 piores filmes de Natal. Mesmo estando muito bem preparada quanto aos filmes que evitar nessa e em qualquer época do ano, a minha lista de bons filmes para Natal continua bem curtinha. Como muita gente me pediu, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=771&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente eu fiz mais uma lista antipática para o site do Léo Disney, dessa vez sobre <a href="http://www.plugou.com.br/2011/12/filmes-frustrados-de-natal/">os 10 piores filmes de Natal</a>.</p>
<p>Mesmo estando muito bem preparada quanto aos filmes que evitar nessa e em qualquer época do ano, a minha lista de bons filmes para Natal continua bem curtinha.</p>
<p>Como muita gente me pediu, resolvi colocar aqui a minha pequena lista de filmes natalinos que poderia ficar assistindo hoje, amanhã e pelo resto do ano.</p>
<p><strong><span style="color:#ff0000;">4- Esqueceram de Mim</span></strong></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://antipatia.wordpress.com/2011/12/24/filmes-de-natal/"><img src="http://img.youtube.com/vi/CK2Btk6Ybm0/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Eu tinha tudo para odiar esse filme. Mas é uma questão de tradição.</p>
<p>Foram tantos anos assistindo a Esqueceram de Mim na véspera de Natal que não dá para não associar essa data a esse filme.</p>
<p>Mas não é? Porque, sinceramente, não tem personagens mais imbecis do que os personagens desse filme. Só o Kevin se salva, claro, porque fica sozinho em casa e se livra de não só um, mas dois ladrões. Agora, todos os adultos são ridículos.</p>
<p>Os pais do Kevins&#8230; Jesus.</p>
<p>O problema não é só eles terem esquecido do FILHO deles. Mas eu também sempre achei um absurdo que ficam os dois na primeira classe enquanto os filhos estão lá na classe econômica, sofrendo. Gente, colocassem todos na classe executiva, minimamente, né?</p>
<p>Fora tudo o que eles são negligentes com essas crianças&#8230;</p>
<p>Mas, de qualquer forma, é um ótimo filme de Natal!</p>
<p><strong><span style="color:#008000;">3 &#8211; Esqueceram de Mim 2</span></strong></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://antipatia.wordpress.com/2011/12/24/filmes-de-natal/"><img src="http://img.youtube.com/vi/GaC_3C24Mas/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Nessa continuação de Esqueceram de Mim eu até perdoo os pais dele. Eles tentam não esquecer a criança. Claro que o mundo está cheio de boas intenções e eles esquecem o filho no final, mas pelo menos, dessa vez, todos vão atrás do Kevin e não só a mãe dele.</p>
<p>E, sabe, só por esse trailer você vê que a relação mais significativa que o Kevin tem com um adulto é com esses dois bandidos que o perseguem.</p>
<p>Bom, mas por que eu gosto mais de Esqueceram de Mim 2 do que o primeiro?</p>
<p>Esse tem o verdadeiro espírito do Natal: presentes.</p>
<p>Só o fato de mostrar lá a loja de brinquedos que os bandidos pretendem assaltar já é suficiente. Eu sempre gostava disso quando era criança.</p>
<p>E tem a história da mendiga e o momento em que eles vão assistir a uma apresentação da orquestra&#8230; Acho digno.</p>
<p>Fora que nesse filme o Kevin está muito mais violento. Nada de escorregões e vidro quebrado. Ele pega pesado com querosene e bolas de boliche. Acho super válido.</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>2 &#8211; A Felicidade Não se Compra</strong></span></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://antipatia.wordpress.com/2011/12/24/filmes-de-natal/"><img src="http://img.youtube.com/vi/LJfZaT8ncYk/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Esse filme não é tanto pela tradição. Eu só fui assistir a ele bem mais velha&#8230;</p>
<p>Mas é um filme obrigatório. De verdade.</p>
<p>Se você nunca viu, por favor, alugue, baixe ou peça emprestado para mim.</p>
<p>Muitas séries (desenhos especialmente), fizeram suas versões dessa história clássica.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://antipatia.wordpress.com/2011/12/24/filmes-de-natal/"><img src="http://img.youtube.com/vi/4RH8y0Ck1YQ/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>E a história é o seguinte: George Bailey sempre quis sair da cidadezinha onde morava, mas nunca conseguiu. Foi obrigado a tocar o negócio do pai, que ajudava as pessoas pobres a construir suas casas.</p>
<p>Um dia a empresa do George perde muito dinheiro e, desesperado, ele tenta se matar. Mas um anjo o salva e mostra como a cidade seria se ele não tivesse nascido.</p>
<p>É um filme &#8220;adorável&#8221;. E eu sempre choro no final. Não chorar assim de me acabar em lágrimas, mas de meus olhos lacrimejarem e eu pensar &#8220;ohnnn&#8221;.</p>
<p><strong><span style="color:#008000;">1 &#8211; Simplesmente Amor</span></strong></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://antipatia.wordpress.com/2011/12/24/filmes-de-natal/"><img src="http://img.youtube.com/vi/cYCkFTyADJ0/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Eu adoro esse filme. Teve uma época em que eu assistia a ele o tempo todo. A ponto de decorar falas.</p>
<p>Quando eu fui pra Londres eu fui a tonta que foi a algumas das locações.</p>
<p><a href="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/12/sv301091.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-772" title="SV301091" src="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/12/sv301091.jpg?w=450&#038;h=298" alt="" width="450" height="298" /></a></p>
<p>Essa, por exemplo, é a rua em que a Keira Knigthley mora e onde ela corre para beijar o melhor amigo do marido (vagabunda). Eu quero morar nessa rua um dia. É o lugar mais fofo de Londres, no meio de Notting Hill.</p>
<p>E esse filme tem de tudo. É um ótimo exemplo de histórias múltiplas bem contadas (diferentemente de filmes HORRÍVEIS como aquele Valentine&#8217;s Day ou o mais recente Noite de Ano Novo&#8230; Affff).</p>
<p>Enfim. Depois de fazer essa lista mais do que deliciosa para vocês (considerem esse o meu presente de Natal para alguns), desejo a todos um Feliz Natal, boas festas, feliz Festivus e por aí vai!</p>
<p><a href="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/12/dsc_0066.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-773" title="DSC_0066" src="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/12/dsc_0066.jpg?w=450&#038;h=300" alt="" width="450" height="300" /></a></p>
<p><a href="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/12/dsc_0069.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-774" title="DSC_0069" src="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/12/dsc_0069.jpg?w=450&#038;h=675" alt="" width="450" height="675" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antipatia.wordpress.com/771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antipatia.wordpress.com/771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antipatia.wordpress.com/771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antipatia.wordpress.com/771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/antipatia.wordpress.com/771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/antipatia.wordpress.com/771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/antipatia.wordpress.com/771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/antipatia.wordpress.com/771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antipatia.wordpress.com/771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antipatia.wordpress.com/771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antipatia.wordpress.com/771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antipatia.wordpress.com/771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antipatia.wordpress.com/771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antipatia.wordpress.com/771/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=771&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Lais Cattassini</media:title>
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		<title>Caridades</title>
		<link>http://antipatia.wordpress.com/2011/12/18/caridades/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 04:06:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lais Cattassini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatório]]></category>
		<category><![CDATA[caridade]]></category>
		<category><![CDATA[charity]]></category>
		<category><![CDATA[Project 4 Awesome]]></category>
		<category><![CDATA[vlogbrothers]]></category>
		<category><![CDATA[youtube]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei se vocês já perceberam como o mundo é um grande porcaria. Não falo sobre como as coisas não funcionam, ou sobre como as pessoas são ruins (não apenas sobre isso, pelo menos), mas sobre como há desigualdade. Acontece que, enquanto eu estou aqui, confortável, escrevendo no meu computador e assistindo a TV a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=767&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se vocês já perceberam como o mundo é um grande porcaria.</p>
<p>Não falo sobre como as coisas não funcionam, ou sobre como as pessoas são ruins (não apenas sobre isso, pelo menos), mas sobre como há desigualdade.</p>
<p>Acontece que, enquanto eu estou aqui, confortável, escrevendo no meu computador e assistindo a TV a cabo tem gente do outro lado do mundo sem água limpa, sem um teto, sem comida&#8230;</p>
<p>Eu não sou a pessoa mais sensível do mundo e a minha intenção com esse blog nunca foi mostrar para vocês o quanto precisamos mudar o mundo. Aliás, nunca tive essa pretensão.</p>
<p>Mas pare um minuto para pensar no que é não ter água limpa. No que é não ter o que comer. No que é não ter nada. Absolutamente nada. Nem mesmo o amanhã.</p>
<p>Bom, o Natal está chegando e enquanto a gente está comprando presentes essas pessoas às vezes longe, às vezes tão perto, continuam sem nada.</p>
<p>Que tal então fazer hoje, só hoje, um pouquinho para tentar mudar o mundo?</p>
<p>Os <a href="http://www.youtube.com/user/vlogbrothers">Vlogbrothers</a>, que vocês devem conhecer do YouTube (e se não conhecem, deveriam), criaram o Project 4 Awesome. O que acontece é que em um dia por ano as pessoas que fazem vídeos no YouTube promovem um projeto de caridade, fazem leilões e tentam mudar a realidade de alguém.</p>
<p>O que eu acho legal desse projeto é que, até porque está movimentando uma comunidade inteira, você não precisa doar muito. Um pouquinho só já ajuda. Nem doar precisa. Basta favoritar alguns dos vídeos que estão relacionados ao projeto e essas pessoas que ganham para fazer vídeos ganham mais dinheiro para eles próprios doarem.</p>
<p>Você pode escolher uma instituição ou doar para o projeto e eles vão distribuir o dinheiro para as instituições mais votadas. Tem coisa do mundo inteiro e eu acho que vale a pena dar uma olhada no site: <a href="http://www.projectforawesome.com/">http://www.projectforawesome.com/</a></p>
<p>Eu doei (e comprei um texto do John Green, que é autor de excelentes livros) e fiz a minha parte!</p>
<p>Será que assim convenci alguém a ajudar também?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antipatia.wordpress.com/767/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antipatia.wordpress.com/767/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antipatia.wordpress.com/767/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antipatia.wordpress.com/767/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/antipatia.wordpress.com/767/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/antipatia.wordpress.com/767/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/antipatia.wordpress.com/767/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/antipatia.wordpress.com/767/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antipatia.wordpress.com/767/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antipatia.wordpress.com/767/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antipatia.wordpress.com/767/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antipatia.wordpress.com/767/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antipatia.wordpress.com/767/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antipatia.wordpress.com/767/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=767&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Lais Cattassini</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Fama e anonimato</title>
		<link>http://antipatia.wordpress.com/2011/12/01/fama-e-anonimato/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 03:27:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lais Cattassini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatório]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Mause]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[manifestações]]></category>
		<category><![CDATA[revolta]]></category>

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		<description><![CDATA[Giovana tinha 10 anos quando decidiu se tornar uma chiquitita. Passava horas ensaiando as coreografias e tinha decorado todas as letras de todas as músicas. Perseguia a mãe pela cozinha cantando “As palavras só te dizem um pouquinho da verdade. Os olhares nunca mentem, falam com sinceridade. Com as mãos, os cotovelos e os pés. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=764&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Giovana tinha 10 anos quando decidiu se tornar uma chiquitita. Passava horas ensaiando as coreografias e tinha decorado todas as letras de todas as músicas. Perseguia a mãe pela cozinha cantando “As palavras só te dizem um pouquinho da verdade. Os olhares nunca mentem, falam com sinceridade. Com as mãos, os cotovelos e os pés. Mão na boca, sem palavras, adivinhe o que é”, tudo para tentá-la convencer de que tinha talento e merecia a chance de estrelar uma novela no grande canal SBT.</p>
<p>A mãe de Giovana não acreditava nem um pouco no talento da filha. A menina não era capaz nem ao menos de fingir gostar das meias que ganhava da avó todos os aniversários. Mas não era mais possível suportar os gritos de “bruxa, fedida! Tomara que te dê dor de barriga” toda vez que a criança lembrava de qual era seu sonho.</p>
<p>Para sossegar Giovanna, sua mãe a colocou no curso de teatro. A menina não seria uma chiquitita, mas pelo menos teria um espaço para extravasar toda a sua vontade de ser “artista”.</p>
<p>E Giovanna cresceu. Cresceu sonhando em ser a vencedora do Troféu Imprensa E do Prêmio Contigo. Tinha um canal secreto no YouTube, no qual recitava poesias, e achava que um dia seria descoberta e ganharia o VMB revelação da internet.</p>
<p>Ela não queria mais ser uma chiquitita, mas decorava todas as falas da novela das 8 e praticava com a irmã mais nova o dia em que jogaria a protagonista de cima de uma escada.</p>
<p>As ambições de Giovana eram segredo. No curso de teatro, que ela não perdia uma aula, aprendeu logo que não poderia cobiçar um papel na TV. Escola de atores Wolf Maya? Era para atores vendidos, modeletes sem talento. Malhação? Só ia pra lá quem beijava os pés da Rede Globo e era a favor &#8220;do sistema&#8221;.</p>
<p>Então Giovana fingia que também odiava a Globo, os protagonistas medíocres e as repetitivas Helenas. Começou a ler a Piauí e a Caros Amigos. Usava camisetas do Che Guevara e com referências a Clarice Lispector e Caio Fernando de Abreu.</p>
<p>Um dia, estava lendo uma revista Capricho escondida no meio de um livro velho de João Guimarães Rosa (nacionalismo pegava muito bem) quando um garoto um tanto hippie de sua turma a chamou.</p>
<p>- Ei! Giovana! Você também é super contra a construção de Belo Monte, né?</p>
<p>Giovana aprendeu que, entre eles, ela era contra tudo.</p>
<p>- Claro! Aquilo é um absurdo &#8211; ela colocou as aulas de interpretação em prática. Não sabia nada sobre monte belo ou monte feio.</p>
<p>- Então vem com a gente! Tá rolando um protesto ali no centro.</p></div>
<div>
Giovana foi e encontrou um grupo de estudantes como ela, vestidos como ela, protestando. Em volta deles, câmera de TV, fotógrafos de grandes jornais e outros estudantes filmando a manifestação com seus celulares.</p>
<p>A menina ficou encantada com os holofotes. Incorporou a revoltada, marchou para o meio da multidão e começou a participar do coro.</p>
<p>- ABAIXO A REPRESSÃO! ABAIXO A REPRESSÃO &#8211; ela gritava, sem saber para o que estava gritando.</p>
<p>No dia seguinte, um vídeo estrelando a revoltada Giovana já havia sido compartilhado por 10 de seus amigos no Facebook.</p>
<p>Giovana encontrou ali um nicho, uma oportunidade.</p>
<p>No final de semana compareceu à manifestação para a legalização da maconha no Masp. Não fumava maconha.</p>
<p>- ELES NÃO PODEM TIRAR A NOSSA LIBERDADE &#8211; ela gritava, com o braço levantado. Uma imitação clara de Mel Gibson em “Coração Valente”. Giovana já sonhava com o Oscar.</p>
<p>Foi na manifestação contra a corrupção que a jovem atriz quase alcançou a fama. Foi entrevistada pela Rede TV para falar sobre a situação no Congresso e o aumento do salário dos vereadores.</p>
<p>- É um absurdo. A gente paga impostos &#8211; Giovana disse à repórter, com a boca cheia. Apesar de ter pouco mais de 20 anos, Giovana nunca havia votado. Preferia pagar multa a comparecer em sua seção eleitoral.</p></div>
<div></div>
<div>A entrevista foi editada. &#8220;Maldita manipulação da mídia&#8221;, justificaram os colegas.</p>
<p>A oportunidade de ouro veio com uma manifestação contra a Polícia Militar, na Avenida Paulista.</p>
<p>Giovana assistiu a um polícial levantar o braço (ele provavelmente estava cumprimentando um colega) e prontamente se jogou no chão.</p>
<p>- Violência! VIOLÊNCIA &#8211; ela gritou para os colegas.</p>
<p>Todos os que estavam com ela começaram a xingar o policial, que não entendia o que estava acontecendo.</p>
<p>Giovana se levantou e começou a clamar por liberdade de expressão.</p>
<p>- SOCORRO! VIOLÊNCIA! VIOLÊNCIA! &#8211; ela repetia.</p>
<p>E todas as câmeras focavam em seu rosto.</p>
<p>O vídeo de Giovana sendo “agredida” pela polícia teve 1.388.793 visualizações no YouTube. E ela teve a certeza de que tinha alcançado a fama.</p>
<p>** Isso é uma história de ficção.</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antipatia.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antipatia.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antipatia.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antipatia.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/antipatia.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/antipatia.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/antipatia.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/antipatia.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antipatia.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antipatia.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antipatia.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antipatia.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antipatia.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antipatia.wordpress.com/764/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=764&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Lais Cattassini</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>NaNoWriMo e as minhas nerdices</title>
		<link>http://antipatia.wordpress.com/2011/11/29/nanowrimo-e-as-minhas-nerdices/</link>
		<comments>http://antipatia.wordpress.com/2011/11/29/nanowrimo-e-as-minhas-nerdices/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 04:29:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lais Cattassini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[chata]]></category>
		<category><![CDATA[escrever]]></category>
		<category><![CDATA[imaginação]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[NaNoWriMo]]></category>
		<category><![CDATA[National Novel Writing Month]]></category>
		<category><![CDATA[nerd]]></category>

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		<description><![CDATA[Como jornalista, como leitora e como cinéfila, eu sempre tive a pretensão de escrever um best seller. Queria escrever um livro sensacional que virasse filme e me tirasse do sufoco da redação. Queria escrever histórias que inspiram. Há muito tempo eu percebi que eu não tinha o menor talento para escrever ficção. Tenho uma tremenda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=747&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/11/nanowinner2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-748" title="Nanowinner" src="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/11/nanowinner2.png?w=450" alt=""   /></a></p>
<p>Como jornalista, como leitora e como cinéfila, eu sempre tive a pretensão de escrever um best seller. Queria escrever um livro sensacional que virasse filme e me tirasse do sufoco da redação. Queria escrever histórias que inspiram.</p>
<p>Há muito tempo eu percebi que eu não tinha o menor talento para escrever ficção. Tenho uma tremenda dificuldade para inventar personagens.</p>
<p>E depois, quando eu assisti a &#8220;Comer, Rezar e Amar&#8221; e vi o quanto aquela personagem era tonta, eu percebi que eu também não seria uma autora muito boa de histórias baseadas na minha própria vida. Primeiro porque eu jamais passaria um ano viajando pra comer e amar, muito menos pra rezar. Segundo porque eu sou bem o tipo de personagem com quem ninguém se identifica: eu sou a chata.</p>
<p>Mas tudo isso ficou para trás quando eu assisti a um <a href="http://youtu.be/h1ssR41XKVI">vídeo</a> convidando todos a participarem do <a href="http://www.nanowrimo.org/en/dashboard">NaNoWriMo, o National Novel Writing Month</a>.</p>
<p>A ideia é que você escreva, nos 30 dias de novembro, 50 mil palavras. Escreva, por fim, um livro.</p>
<p>A princípio eu achei que seria super sussa. Até eu ver que o meu TCC, que eu demorei mais de 6 meses para escrever, com ajuda, tinha 12 mil palavras. E a minha novela, que estou escrevendo com o Leo e o Gãs, há mais de um ano, tem 37 mil palavras. Tenso.</p>
<p>Mesmo assim, eu não me deixei intimidar. Estava realmente ansiosa para cumprir aquilo que eu prometi em alguns posts e criar uma personagem realmente interessante que não fosse tão imbecil quanto todas as mulheres da ficção. Eu super iria conseguir.</p>
<p>Bom, eu consegui escrever as 50 mil palavras, mas a minha personagem é uma tremenda imbecil.</p>
<p>Só que eu estou me antecipando. Primeiro vamos falar do NaNoWriMo em si.</p>
<p>Antes de o mês começar eu conheci algumas das pessoas que iriam participar. Teve uma espécie de Kick-off party e foi absurdamente divertido.</p>
<p>Se vocês não sabem o quanto eu sou nerd, bom, vamos esclarecer logo as coisas.</p>
<p>Eu sou do tipo de pessoa que AMA comunidades da internet. E eu realmente adoro conhecer pessoas que antes não passavam de avatares do facebook pessoalmente.</p>
<p>Foi assim que eu conheci alguns dos meus melhores amigos, como a Marina e a Dani e toda a galera do &#8220;clube do filme&#8221;. Foi pelo orkut.</p>
<p>Também conheci o Leo pela internet&#8230; E teve o povo do Reddit&#8230;</p>
<p>Bom, dessa vez foi o povo do NaNoWriMo e foi incrível. Pessoas inteligentíssimas, com ideias incríveis para livros.</p>
<p>Eu não sabia se ficava inspirada ou intimidada.</p>
<p>Mas nem mesmo as excelentes ideias, em comparação com a minha trama fraquinha, foram suficientes para me desanimarem.</p>
<p>Acontece que, mesmo que ao final do mês eu tivesse uma história ridícula (o que aconteceu), eu queria ver até onde eu chegava.</p>
<p>Quem já havia participado do NaNo em anos anteriores contou que o personagem sai do seu controle e que, de repente, até pelo deadline apertado, você vê que todos os planos que você fez para o seu protagonista foram descartados pelo próprio. Aquela coisa de que o negócio ganha vida é a mais pura verdade.</p>
<p>E eu estava realmente curiosa para isso.</p>
<p>No dia 1 de novembro eu escrevi umas 700 palavras. Não cheguei nem perto das 1667 que eram a meta para o primeiro dia. E eu já odiava a minha personagem.</p>
<p>Eu queria que ela fosse uma pessoa sarcástica e má que jogava na cara das pessoas o quanto não deveriam sofrer por bobagens porque há coisas piores na vida. Eu queria que ela fosse uma espécie de Pollyanna, só que ao contrário.</p>
<p>Acontece que, pra isso, eu joguei uma tragédia enorme na vida dela. E ela não virou uma sarcástica engraçada. Ela virou uma depressiva pentelha.</p>
<p>Eu nem vou dizer qual foi a tragédia da vida dela porque essa tragédia foi inspirada em muita gente que eu conheço, então melhor deixar quieto.</p>
<p>Anyway, eu comecei a odiar aquela menina com todas as minhas forças.</p>
<p>E eu tinha planejado que ela iria criar um personagem na internet e começar a viver por meio desse personagem. Mas se já estava difícil escrever como a pentelha mor, ficou ainda mais difícil escrever como se fosse a pentelha mor escrevendo outra pessoa, igualmente chata.</p>
<p>Foi aí que eu quase desisti. Abri um outro arquivo no Google Docs e criei uma personagem engraçada que renderia um ótimo&#8230; conto&#8230; Não 50 mil palavras&#8230;</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="Importa" src="http://distilleryimage7.s3.amazonaws.com/f465ddc40f8411e180c9123138016265_7.jpg" alt="" width="367" height="367" /></p>
<p>Então eu foquei nesse princípio do NaNoWriMo, de que a sua história importa, e continuei&#8230;</p>
<p>Minha personagem passou a desenhar, em vez de escrever.</p>
<p>Mas isso era muito chato.</p>
<p>Aí ela começou a trocar desenhos com pessoas ao redor do mundo, mas o correio demorava demais (e eu não sei fingir que o correio vai e volta em dois dias).</p>
<p>Então ela decidiu viajar. Decidiu parar de ser chata.</p>
<p>E quando eu digo ela, eu digo ela mesma.</p>
<p>Toda vez que eu começava a escrever diálogos para a minha personagem pentelha, ela se rebelava. Ela e todo mundo ao redor dela.</p>
<p>Então ela viajou. Como eu não sei escrever ficção, ela conheceu todas as cidades que eu conheço da Europa. E foi feliz. E voltou bem resolvida. Ainda chata, mas minimamente bem resolvida.</p>
<p>Eu escrevi um texto que não tem nada a ver comigo, que me irrita profundamente, sobre uma pessoa que é MUITO DA CHATA (e que depois eu percebi que é uma ex-amiga minha em toda a sua gloriosa chatice e estupidez) e, afinal, o que ganhei com isso?</p>
<p>Além do badge ali de cima?</p>
<p>Muita coisa.</p>
<p>Deixei a minha imaginação correr. E foi uma delícia. Mesmo vivendo a vida dessa pessoa depressiva e sem vontades, eu pude revisitar alguns dos lugares que gostei de conhecer e pesquisei sobre muitas outras coisas.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/11/foto1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-752" title="foto" src="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/11/foto1.jpg?w=270&#038;h=361" alt="" width="270" height="361" /></a></p>
<p>Como a minha personagem era toda envolvida com as artes (muito embora eu tenha passado uma página inteira descrevendo como ela gostava de desenhar girafas), eu pesquisei horrores sobre artistas e pintores para combiná-los com cada uma das pessoas que ela conheceria pelo caminho.</p>
<p>Ela conheceu artistas fantásticos e artistas medíocres. Se apaixonou por um cara, por museus e por pintores. E eu acabei me envolvendo nessa histórias&#8230;</p>
<p>Até que eu não aguentava mais e terminei correndo porque ela não merecia nem um final feliz, nem um final bem trabalhado.</p>
<p>Acontece que essa experiência foi mesmo incrível. Encerrei o meu livro hoje, dia 29 de novembro, tendo escrito 50.079 palavras em 157 páginas.</p>
<p>Nunca mais vou olhar para esse texto e jamais, jamais mostrarei isso para alguém.</p>
<p>Mas escrever sobre essa menina insuportável, ter mudado a trama umas 4 vezes na primeira semana e ter me comprometido a escrever pelo menos 1667 palavras todos os dias estimulou a minha criatividade. E talvez, nos próximos meses, vocês vejam o resultado disso aqui no blog.</p>
<p>Eu sei que eu quero resgatar aquela personagem ali que eu disse que renderia um conto.</p>
<p>Encorajo todo mundo que goste de escrever a participar do NaNoWriMo no ano que vem. Eu com certeza vou tentar (e ganhar! yuhuu) de novo, talvez com um pouco mais de planejamento e com uma personagem menos ridícula.</p>
<p>Vamos deixar a imaginação e a nerdice correrem soltas!</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="aranha" src="http://distilleryimage10.s3.amazonaws.com/a0f6691c08b111e1abb01231381b65e3_7.jpg" alt="" width="367" height="367" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antipatia.wordpress.com/747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antipatia.wordpress.com/747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antipatia.wordpress.com/747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antipatia.wordpress.com/747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/antipatia.wordpress.com/747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/antipatia.wordpress.com/747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/antipatia.wordpress.com/747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/antipatia.wordpress.com/747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antipatia.wordpress.com/747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antipatia.wordpress.com/747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antipatia.wordpress.com/747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antipatia.wordpress.com/747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antipatia.wordpress.com/747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antipatia.wordpress.com/747/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=747&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Nanowinner</media:title>
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			<media:title type="html">Importa</media:title>
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			<media:title type="html">aranha</media:title>
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	</item>
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		<title>Terror na 25</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 22:08:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lais Cattassini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatório]]></category>
		<category><![CDATA[25 de março]]></category>
		<category><![CDATA[compras]]></category>
		<category><![CDATA[festas]]></category>
		<category><![CDATA[fim de ano]]></category>
		<category><![CDATA[inferno]]></category>
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		<category><![CDATA[pobreza]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu e a Lia somos completamente contra árvore de natal natural. O pinheiro nunca dura e é um verdadeiro sufoco ir buscar a árvore, depois colocá-la no carro, e depois retirá-la&#8230; É uma grande odisseia. Um perrengue pelo qual passávamos todos os anos. Mas em 2011 não. Em 2011 decidimos passar por um perrengue definitivo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=740&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu e a Lia somos completamente contra árvore de natal natural. O pinheiro nunca dura e é um verdadeiro sufoco ir buscar a árvore, depois colocá-la no carro, e depois retirá-la&#8230; É uma grande odisseia. Um perrengue pelo qual passávamos todos os anos.</p>
<p>Mas em 2011 não. Em 2011 decidimos passar por um perrengue definitivo e evitar ter de fazer isso de novo em 2012, 2013, 2014 e por aí vai. Resolvemos ir à 25 de Março comprar uma árvore grande e barata, dessas falsas, e enfeites e luzinhas.</p>
<p>A Lia estava com um mantra que seguia a seguinte filosofia: &#8220;Se é bom pra shopping, é bom pra mim&#8221; e, por isso, buscávamos uma árvore falsa, cheinha, alta e repleta de potencial natalino.</p>
<p>A aventura começa quando você sai do vagão do metrô.</p>
<p>Se tem uma coisa que eu odeio é como as pessoas não respeitam aquela coisa de &#8220;espere primeiro as pessoas saírem para entrar no vagão&#8221;. É um empurra-empurra. Na 25 de Março não se pode ter educação. É cada um por si mesmo. Se você não empurra também e decide não fazer gentilezas, você fica pra trás.</p>
<p>Anyway. Enfrentamos a população nas catracas para chegar à luz da Ladeira Porto Geral, ou, se preferir, aos portões do inferno.</p>
<p>Eu estava com o cabelo preso em um rabo-de-cavalo e, assim que o sol bateu em nossos rostos, a Lia vira pra mim e diz:</p>
<p>&#8220;Melhor você prender o cabelo em um coque. Ouvi dizer que estão roubando cabelo aqui.&#8221;</p>
<p>A minha cara deve ter sido exatamente essa:</p>
<p><img class="aligncenter" title="oi?" src="http://weknowmemes.com/wp-content/uploads/2011/10/seriously-brunette-rage-face.png" alt="" width="210" height="220" /></p>
<p>Roubar cabelo? Que lenda urbana ridícula. Tanta coisa pra roubar, vão roubar cabelo? E quem inventou essa bobagem? Com certeza foi a mesma pessoa que inventou aquela história do maníaco do ácido, que é o cara que sai por aí espirrando ácido na sua cara com uma embalagem de vidrex. Totalmente absurda.</p>
<p>Pisamos na Ladeira Porto Geral e começo a ouvir à minha volta os vendedores anunciando: &#8220;Cabeloooo! Cabelooo natural! Perucas, apliques. Cabelooo natural&#8221;</p>
<p>Prendi meu cabelo em um coque e temi pelo meu cotoco.</p>
<p>Entramos na primeira loja com decoração de natal. E depois na segunda. E depois na terceira.</p>
<p>Eu tinha feito uma listinha de lojas que poderíamos visitar mas, obviamente, não estávamos seguindo as direções.</p>
<p>Na terceira loja em que entramos, sempre lotadas e sempre cheias de gente gritando e chamando pelos filhos, primas, tias e sobrinhos, estávamos tentando sair quando ouvimos o anúncio: &#8220;Atenção senhores clientes, o cão Spock acaba de chegar à loja&#8221;</p>
<p>Mais uma vez pensei no absurdo da situação. Em razão do contexto, imaginei um papai-noel levando um cão noel, o Spock, para todas as lojas da Ladeira Porto Geral a da Rua 25 de Março, para que os clientes pudessem acariciar o cachorro e se acalmar com a presença canina.</p>
<p>Mas claro que não era isso. O anúncio continuou: &#8220;Só 109 reais&#8221;. Ahh tá. Era um brinquedo.</p>
<p>Fomos encontrar a nossa árvore de natal na 4ª ou 5ª loja em que entramos. Compramos. Mas as duas retardadas não pensaram em como carregariam o pacote Ladeira Porto Geral acima e, pior, por todas as outras lojas que visitaríamos.</p>
<p>A ida à 25 tinha outro propósito. Eu ainda queria ir até a Santa Ifigênia comprar um controle remoto. E eu precisava desse controle remoto. Convenci a Lia a irmos até lá e comprarmos apenas luzinhas de natal, que era o mais legal. Talvez encontrássemos por lá.</p>
<p>Andando, com o embrulho na mão e a falta de paciência impressa na cara, um moço perguntou o que estávamos procurando. Meu instinto foi dizer &#8220;nada não, obrigada&#8221;, mas a Lia vira pro cara e diz &#8220;CONTROLE REMOTO&#8221;. E ele &#8220;Vem comigo&#8221;. E ela foi!</p>
<p>Primeira regra de sobrevivência na rua, querida irmã: não siga estranhos.</p>
<p>Mas lá estávamos nós, entrando em uma loja X e, encontrando o controle remoto que eu queria.</p>
<p><img class="aligncenter" title="okay" src="http://media.tumblr.com/tumblr_ljgow4uvTl1qgg7pg.jpg" alt="" width="281" height="236" /></p>
<p>A ideia era comprar as luzes ali mesmo e ir embora, mas, na Santa Ifigênia, não há luzes. Só trevas e pobreza. Então decidimos, como eu disse pra Lia, &#8220;voltar para a porra de Ladeira, entrar na porra de uma loja qualquer e comprar qualquer merda&#8221;.</p>
<p>E foi isso que fizemos.</p>
<p>Voltamos carregando a árvore, os &#8220;pisca&#8221; (como dizem os 25 de marcianos) e o controle remoto. Abandonei a ideia de comprar enfeites, presépio e uma mini-árvore cafona para a minha mesa do trabalho. Aquilo era o inferno e já havíamos passado perrengue o bastante para as festas de fim de ano.</p>
<p>Voltamos rindo do meu medo em perder o cabelo para um fazedor de perucas da Sé e gargalhando por termos, as duas, pensado que o cão Spock era um cachorro que fazia visitas às lojas da rua.</p>
<p>E aí, de pé no metrô, com a árvore na mão, eu vejo um cartaz da Faculdade Anhanguera que tem um cara gordinho sorridente e a versão dele em desenho, agradecendo à faculdade por ter &#8220;uma carreira&#8221;. Eu achei engraçado.</p>
<p>Mas mais engraçado foi quando uma criança apontou para a propaganda e perguntou &#8220;Mãe, por que esse cara está sorrindo?&#8221;. Eu virei pra Lia &#8220;Essa é uma pergunta muito pertinente&#8221;. E as duas caíram na risada.</p>
<p>E é isso. Passamos pelos portões do inferno, enfrentamos a falta de educação da população, o absurdo do roubo de cabelos e da visita do Cão Spock.</p>
<p>Estamos, portanto, prontas para agradecer aos bons momentos do ano e decorar a casa para as festas.</p>
<p>FELIZ NATAL</p>
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			<media:title type="html">Lais Cattassini</media:title>
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			<media:title type="html">oi?</media:title>
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		<title>Esquerda que se recusa a ouvir</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 04:12:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lais Cattassini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatório]]></category>
		<category><![CDATA[elite]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda]]></category>
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		<category><![CDATA[reacionários]]></category>
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		<category><![CDATA[USP]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Aparentemente eu sou parte da &#8220;elite&#8221; paulistana. Não porque moro na Rua Oscar Freire, porque ganho 15 mil reais por mês ou porque passo as férias em minha casa de praia no Guarujá, para onde vou com a minha Land Rover. Sou parte dessa chamada &#8220;elite&#8221; (e como eu odeio essa palavra) porque não acho certo o que os estudantes da USP fizeram ao invadir a reitoria, porque acho que o Lula deveria ter investido mais em saúde em seus oito anos de governo e porque sou contra todo e qualquer tipo de manifestação sem embasamento intelectual.</p>
<p>Pouco importa se eu moro de aluguel, se minha mãe é mal atendida pelo SUS, se eu preciso economizar por dois anos para viajar porque, todo mês, preciso ajudar a pagar as contas de casa.</p>
<p>O fato de eu não morrer de fome e, principalmente, de não concordar com a visão da chamada &#8220;esquerda&#8221;, me torna membro dessa chamada &#8220;elite&#8221;, sobre a qual os &#8220;revolucionários&#8221; enchem a boca de ódio pra falar.</p>
<p>Eu sempre fujo de discussões políticas. Não por não ter conhecimento o bastante para defender minhas ideias, nem por ser pouco apaixonada pelo tema. Fujo simplesmente porque sei que, assim como eu tenho ideais muito claros, os outros também têm. E eles têm o direito a isso, portanto, respeito.</p>
<p>Mas, nas últimas semanas sinto que os meus ideais, e os de tantos outros, não foram respeitados em razão de dois assuntos: a invasão da reitoria da USP e a polêmica do câncer do Lula e o tratamento no SUS.</p>
<p>Vamos falar do segundo ponto primeiro.</p>
<p>Tirando algumas pessoas (ignorantes sim), não vi desejarem que Lula morresse esperando por um tratamento no SUS &#8211; aliás, como muitos morrem. Vi pessoas querendo chamar a atenção de um político, que em oito anos de governo sempre exaltou a situação da saúde pública no Brasil, para o estado em que se encontra esse setor. Li, aliás, muitas pessoas dizendo que o &#8220;convite&#8221; não era exclusivo ao Lula, e que todos os políticos brasileiros deveriam ver como é começar um tratamento um ano depois do diagnóstico de câncer por falta de vagas, ou fazer exames um ano depois de você ter desmaiado quando ia para o trabalho.</p>
<p>Por isso, fico muito admirada com quem ficou tão indignado com essa manifestação de revolta. A questão é: a vida do Lula vale mais do que a vida de uma pessoa qualquer? Se sim, por quê?</p>
<p>A questão nem é bem a vida dele. Afinal, não vi ninguém desejar a morte do ex-presidente. A questão é que ele, como homem público e com poder para mudar essa realidade, fez muito pouco. E, assim como ele está sofrendo agora de uma doença grave e injusta, tantos outros estão, sem os mesmos recursos.</p>
<p>A reação dos que ficaram abismados com tudo isso, pra mim, só mostra o quanto todos sabem que a saúde pública no Brasil é vergonhosa e que, se fosse para o SUS, Lula sofreria.</p>
<p>Enquanto estavam indignados com as manifestações de revolta sobre o câncer do presidente, essas mesmas pessoas arrumaram tempo para defender outra manifestação de revolta: a invasão da reitoria pelos alunos da USP.</p>
<p>Eu estudei na USP. Em dois anos de Filosofia assisti a três paralisações de alunos. Três. Tive aulas invadidas por esses mesmos estudantes que agora protestam contra a PM e fui retirada, a força, das palestras que professores estavam dispostos a dar e estudantes estavam dispostos a ouvir.</p>
<p>Isso não é democracia.</p>
<p>Assim como não é democracia o que esses alunos fizeram.</p>
<p>A invasão da reitoria não representa nem metade dos alunos da USP. A grande maioria dos estudantes é a favor, sim, da presença da Polícia Militar no campus. Se esses estudantes que protestam, protestam porque acham que está havendo uma &#8220;militarização da universidade&#8221; e opiniões estão sendo reprimidas, então acredito que eles estão fazendo exatamente a mesma coisa ao ignorar as manifestações para que a PM permaneça no campus e até mesmo as votações em assembleia.</p>
<p>Não defendo a truculência da PM nem a quantidade de policiais que participaram da reintegração de posse, mas é um absurdo defender os estudantes que ignoraram uma ordem judicial e, posteriormente, a extensão do prazo para o cumprimento dessa ordem. Se escolheram descumprir a lei, também escolheram responder por ela.</p>
<p>Odeio palavras frequentemente usadas no discurso dos que, tão veementemente, se manifestaram sobre esses dois assuntos. &#8220;Elite&#8221; é uma delas. Assim como &#8220;manipulação&#8221; e &#8220;mídia&#8221;.</p>
<p>Eu trabalho em um grande jornal da cidade. Assisti a muitos de meus colegas passarem o dia na USP durante essa manifestação tentando conversar com alunos, que os agrediam e diziam que &#8220;não queriam falar com a imprensa para não ter suas palavras distorcidas&#8221;. Cobriram o rosto para não serem fotografados e ignoraram qualquer tentativa da Folha, do Estadão, da Globo ou da Veja de tentar compreender o que se passava.</p>
<p>Agora, esses mesmos alunos que se recusaram a falar sobre o que os motivava, estão acusando a imprensa de &#8220;manipulação&#8221;, de apresentar uma história &#8220;distorcida&#8221;. &#8220;A mídia é burra e a Veja e a Rede Globo não nos representa.&#8221; Assim é fácil, né?</p>
<p>Eu tenho absoluta certeza de que, se tivessem falado com os jornalistas, as palavras seriam impressas como foram ditas.</p>
<p>Mas, eu faço parte de duas coisas que essas pessoas odeiam. Faço parte da &#8220;elite&#8221; e da &#8220;mídia&#8221;. Minhas opiniões são facilmente descartadas.</p>
<p>Assim como eu, muitas pessoas da chamada &#8220;elite&#8221;, que fazem doações a instituições de caridade, trabalho voluntário e se preocupam mais com o próximo do que muita gente que está por aí gritando por &#8220;justiça&#8221;, também não podem ser ouvidas. São pessoas ricas, que têm orgulho do dinheiro que têm (afinal trabalharam a vida inteira para viver com conforto), tão instruídas quanto os tais &#8220;revolucionários&#8221; e tão apaixonadas por seus ideais quanto. Mas a esquerda não quer ouvir.</p>
<p>E assim ficamos nesse debate unilateral. Quem não concorda é chamado de &#8220;reacionário&#8221; e quem concorda de &#8220;esquerda intelectual&#8221;. E assim, as revoluções são feitas por armas e as discussões políticas, que os estudantes da USP tanto querem proteger, são reprimidas.</p>
<p>E quem ganha?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antipatia.wordpress.com/736/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antipatia.wordpress.com/736/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antipatia.wordpress.com/736/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antipatia.wordpress.com/736/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/antipatia.wordpress.com/736/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/antipatia.wordpress.com/736/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/antipatia.wordpress.com/736/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/antipatia.wordpress.com/736/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antipatia.wordpress.com/736/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antipatia.wordpress.com/736/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antipatia.wordpress.com/736/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antipatia.wordpress.com/736/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antipatia.wordpress.com/736/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antipatia.wordpress.com/736/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=736&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Lais Cattassini</media:title>
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		<title>Minha tarde/Na cama com Owen</title>
		<link>http://antipatia.wordpress.com/2011/10/18/minha-tardena-cama-com-owen/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 21:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lais Cattassini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatório]]></category>
		<category><![CDATA[comédia]]></category>
		<category><![CDATA[comédia romântica]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[minha vida NÃO é um filme]]></category>
		<category><![CDATA[Owen Wilson]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[São Paulo é uma cidade maluca. É a cidade em que todos correm, os mendigos fazem os pedestres tropeçarem (juro que vi isso hoje) e loucos gritando na rua são coisas mais do que frequentes. O que não é frequente por aqui é ver celebridades andando calmamente pela Avenida Paulista. Muito menos celebridades como Owen [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=722&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São Paulo é uma cidade maluca. É a cidade em que todos correm, os mendigos fazem os pedestres tropeçarem (juro que vi isso hoje) e loucos gritando na rua são coisas mais do que frequentes.</p>
<p>O que não é frequente por aqui é ver celebridades andando calmamente pela Avenida Paulista. Muito menos celebridades como Owen Wilson.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.coadjuvante.com/wp-content/uploads/2011/01/owen-wilson.jpg" alt="" width="290" height="400" /></p>
<p>Mas não é só uma questão de nível de celebridade. De verdade, é raro até mesmo vermos alguns atorezinhos de novela andando por aqui.</p>
<p>O Gustavo Mause que o diga. Ele ainda conta para os outros com orgulho sobre quando a Gabriela Duarte respondeu com um olhar de desdém ao choque dele quando percebeu que a Eduarda, de Por Amor, estava entre a platéia de &#8220;7 &#8211; O Musical&#8221; e em um lugar pior do que o nosso.</p>
<p>Motivo maior de histórias foi quando a Lígia Cortez (atriz conhecidíssima por seus papeis em propagandas do Açúcar União e batedeiras Walita) falou comigo e com ele enquanto esperávamos para assistir à peça &#8220;Viver Sem Tempos Mortos&#8221;:</p>
<p>- Vocês estão na fila? &#8211; Ela perguntou. Não estávamos. Só estávamos atrapalhando a passagem mesmo.</p>
<p>Bom, tudo isso para dizer que minha surpresa não foi pouca quando o ator de &#8220;Marley e Eu&#8221; e &#8220;Meia-Noite em Paris&#8221; passou por mim no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua Augusta.</p>
<p>E a situação não poderia ser mais engraçada.</p>
<p>Naquele cruzamento estava um palhaço. Sim, um palhaço. Ele esperava pelo sinal verde para atravessar, assim como eu e o Gãs. Do outro lado da rua uma equipe estava com uma câmera focada no palhaço. E eu pensando sobre como a gente estava exatamente no foco deles.</p>
<p>Atravessamos meio que para fugir do palhaço e da câmera e meio que para ir pra casa mais rápido. E foi aí que o Owen atravessou também. Apressado, com um boné dos Yankees e uma camiseta azul marinho. Choque.</p>
<p>Um cara chegou a parar perto da equipe de filmagem e perguntar se eles estavam filmando o Owen Wilson.</p>
<p>&#8220;Quem?&#8221;</p>
<p>&#8220;O Owen Wilson. Aquele ator. Ele acabou de passar por aqui&#8221;</p>
<p>&#8220;Não. Não sei quem é esse&#8221; &#8211; a moça respondeu &#8211; &#8220;PODE VIR&#8221; &#8211; ela gritou pro palhaço.</p>
<p>E o palhaço atravessou alertando sobre como o correto é esperar pelo sinal verde para pedestres enquanto o Owen Wilson continuou seu passeio, agora perseguido por mim, pelo Gãs e por um grupo de adolescentes que tinham acabado de sair do Colégio São Luís.</p>
<p>Ele parou em uma lanchonete da esquina da Paulista com a Padre João Manuel e, enquanto as crianças tiveram a coragem de ir lá e falar com o cara, eu e o Gãs ficamos do outro lado da rua. Eu contando pra todo mundo que tinha visto ele andando calmamente pela rua e o Gãs tentando tirar uma foto dele pelo iPhone.</p>
<p><a href="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/10/oew.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-723" title="oew" src="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/10/oew.jpg?w=450&#038;h=602" alt="" width="450" height="602" /></a></p>
<p>Vocês podem comparar esse cara de boné comprando uma vitamina de açaí com couve com essa foto aqui:</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://cdn.buzznet.com/media-cdn/jj1/headlines/2006/05/owen-wilson-sexy-legs.jpg" alt="" width="400" height="400" /></p>
<p>Ou podem simplesmente confiar em mim, né?</p>
<p>O Gãs não teve coragem de ir lá pedir uma foto pra ele (nem eu). Mas eu acho que ele nem aceitaria, sabe? Estava com uma cara de poucos amigos.</p>
<p>Mas se a minha vida fosse uma comédia romântica as coisas teriam sido muito diferentes.</p>
<p>Ele sairia dali com a bebida tropical na mão, esbarraria em mim sem querer e, como teria me sujado inteira, me chamaria para o quarto de hotel dele, onde eu trocaria de roupa e passaria a tarde mostrando como ele pode ser feliz.</p>
<p>Nos apaixonaríamos, ele me tiraria dessa cidade de palhaços educadores de trânsito e eu livraria ele da depressão.</p>
<p>Mas a minha vida não é uma comédia romântica. Eu não sou (nem pareço) a Scarlett Johansson e nem teria interesse em uma conversa com o Owen Wilson, que, aliás, não é nem bom ator, nem lá tão bonito.</p>
<p>E como eu não vivo em um filme e a realidade é dura, voltei pra casa no metrô lotado, dividindo o espaço com pessoas nada glamourosas e lamentando não ter nem o físico, nem a fortuna de Scarlett Johansson.</p>
<p><a href="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/10/img_0211.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-724" title="IMG_0211" src="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/10/img_0211.jpg?w=450&#038;h=602" alt="" width="450" height="602" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antipatia.wordpress.com/722/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antipatia.wordpress.com/722/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antipatia.wordpress.com/722/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antipatia.wordpress.com/722/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/antipatia.wordpress.com/722/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/antipatia.wordpress.com/722/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/antipatia.wordpress.com/722/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/antipatia.wordpress.com/722/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antipatia.wordpress.com/722/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antipatia.wordpress.com/722/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antipatia.wordpress.com/722/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antipatia.wordpress.com/722/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antipatia.wordpress.com/722/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antipatia.wordpress.com/722/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=722&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Lais Cattassini</media:title>
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			<media:title type="html">oew</media:title>
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		<title>Feminismo e ficção</title>
		<link>http://antipatia.wordpress.com/2011/10/12/feminismo-e-ficcao/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 05:56:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lais Cattassini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleatório]]></category>
		<category><![CDATA[Bella Swan]]></category>
		<category><![CDATA[compras]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[futilidades]]></category>
		<category><![CDATA[homens]]></category>
		<category><![CDATA[maquiagem]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[perua]]></category>
		<category><![CDATA[roupas]]></category>
		<category><![CDATA[Sex and the City]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algum tempo eu quero escrever esse post. Queria escrever sobre feminismo, sobre o papel da mulher na sociedade, sobre o fato de sermos tão fortes e, com o perdão do palavrão, fodas, mas, ao mesmo tempo, tão frágeis que deixamos outras mulheres nos derrubarem. Queria escrever sobre como mulheres me irritam&#8230; Mas aí eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=715&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo eu quero escrever esse post. Queria escrever sobre feminismo, sobre o papel da mulher na sociedade, sobre o fato de sermos tão fortes e, com o perdão do palavrão, fodas, mas, ao mesmo tempo, tão frágeis que deixamos outras mulheres nos derrubarem. Queria escrever sobre como mulheres me irritam&#8230;</p>
<p>Mas aí eu percebi que não são as mulheres em geral que me irritam. São as mulheres da ficção.</p>
<p>Parei pra pensar e percebi que algumas das pessoas mais incríveis que eu conheço são mulheres. As pessoas que eu gosto de assistir no YouTube são mulheres. As autoras e jornalistas que eu admiro são mulheres.</p>
<p>As mulheres reais são maravilhosas&#8230; Já as da ficção&#8230;</p>
<p>E isso não é revoltante??</p>
<p>Comecei a pensar muito sobre isso quando assisti a &#8220;Missão Madrinha de Casamento&#8221; (ou &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt1478338/">Bridesmaids</a>&#8220;) e odiei. Considerado uma das melhores comédias da história (sim&#8230; isso mesmo), o filme me decepcionou. Nem tanto pelas piadas, que até que são boas, mas pela personagem. A história, sobre uma mulher que precisa ajudar a amiga a organizar o casamento, tinha tudo para ser um &#8220;Se Beber Não Case&#8221; feminino &#8211; e foi assim, inclusive, que o filme foi descrito &#8211; mas o que eu acho mais legal da versão masculina é o chamado &#8220;bromance&#8221;, que não existe, em nenhuma proporção, em &#8220;Missão Madrinha de Casamento&#8221;.</p>
<p>Aí eu percebi que era isso mesmo. Nós, mulheres, somos retratadas (talvez com razão) como pessoas incapazes de ficar feliz por uma amiga e constantemente preocupadas com nossos relacionamentos amorosos. E não é só nesse filme. O tema se repete não só cinema, mas também na literatura.</p>
<p>Fiquei pensando aqui sobre todas as protagonistas que conseguia lembrar e só consegui pensar em mulheres definidas pelos homens que namoram, as roupas que compram e a maquiagem que usam. Mesmo entre os meus filmes favoritos essa é uma constante.</p>
<p>Ok, eu aceito isso parcialmente entre as princesas da Disney ou as personagens da década de 20, 30, 40, mas não deixamos tudo isso para trás? Não assumimos nosso papel de detentoras de poder e de conhecimento na sociedade? Não conquistamos direitos, posições e admiração?</p>
<p>Então por que não só somos retratadas dessa maneira na ficção como damos audiência a isso tudo?</p>
<p>Essas mulheres, definidas por marcas de roupas, atitudes fúteis e homens atraentes não me representam. E tenho certeza de que não representam as minhas amigas. Tenho amigas que, por mais vaidosas e carentes que sejam, com certeza não se definem pelo que compram ou pelo que namoram. São pessoas inteligentes bem sucedidas na faculdade, no trabalho e na vida.</p>
<p>Então pergunto mais uma vez, por que deixamos que essas figuras, essas Barbies, sejam os ícones da nossa feminilidade?</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://antipatia.files.wordpress.com/2011/10/bella_swan.jpg?w=400&#038;h=297" alt="" width="400" height="297" /></p>
<p>Eu não quero mais ser representada por princesas, bonecas e Bellas Swans. Não quero que meu grupo de amigas seja comparado aos personagens de Sex and the City. Somos muito mais do que isso e, portanto, deveríamos valorizar coisa melhor.</p>
<p>Com essa ideia na cabeça eu assisti a muita porcaria. Diria que foi &#8220;pesquisa&#8221;. Queria assistir a todo tipo de comédia romântica para ter mais e mais raiva dessas personagens sem cérebro que levam milhões aos cinemas e continuam a perpetuar a imagem de imbecis sem inteligência emocional das mulheres.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://brunamendonca.files.wordpress.com/2011/08/sex-and-the-city.jpg?w=420&#038;h=331" alt="" width="420" height="331" /></p>
<p>Baixei um monte, mas um monte de merda (porque eu não daria o meu dinheiro a nenhuma dessas picaretices protagonizadas por Jennifers Aniston, Lopez e Garner). Dentre as merdas encontrei uma coisa boa.</p>
<p>Acabei de assistir a &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt1126618/">Uma Manhã Gloriosa</a> e encontrei, finalmente, uma protagonista que não se define por nenhuma dessas coisas e que tem substância. Tem algo além de um homem pra chamar de seu e um vício em compras. Tem uma carreira, uma ambição, uma fibra moral&#8230;</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://collider.com/wp-content/uploads/morning-glory-movie-image-rachel-mcadams-harrison-ford-diane-keaton.jpg"><img class="aligncenter" src="http://collider.com/wp-content/uploads/morning-glory-movie-image-rachel-mcadams-harrison-ford-diane-keaton.jpg" alt="" width="432" height="287" /></a></p>
<p>Quando o filme lançou nos Estados Unidos eu lembro de ter lido <a href="http://gawker.com/5690211/rachel-mcadams-not-as-beloved-as-we-thought">esse artigo aqui</a> sobre como uma boa história tinha fracassado nas bilheterias em favor de algumas porcarias. E taí a prova. As pessoas preferem o mesmo clichê e a mesma falta de personalidade nas figuras femininas.</p>
<p>E eu posso achar ser essa a razão de algumas mulheres emburrecerem quando estão flertando? Ou ainda a explicação para todos os comerciais de produtos de limpeza serem direcionados a mulheres e a mulheres apenas?</p>
<p>Mulheres, somos nós as responsáveis pelo retrocesso do feminismo? Se conseguimos tanto no mundo real, na sociedade, no mundo corporativo, por que não conseguimos na ficção? E, pior, por que deixamos isso como está?</p>
<p>Queria que as mulheres comentassem. Mas meu blog tem mais acessos pelo manual do desapego do que por qualquer outra coisa&#8230; ¬¬&#8230; e isso já diz muito sobre esse gênero, né?</p>
<p>Mas e aí? Tô viajando? E eu estou esquecendo de alguma personagem magnífica da ficção que vai além de tudo isso?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/antipatia.wordpress.com/715/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/antipatia.wordpress.com/715/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/antipatia.wordpress.com/715/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/antipatia.wordpress.com/715/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/antipatia.wordpress.com/715/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/antipatia.wordpress.com/715/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/antipatia.wordpress.com/715/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/antipatia.wordpress.com/715/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/antipatia.wordpress.com/715/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/antipatia.wordpress.com/715/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/antipatia.wordpress.com/715/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/antipatia.wordpress.com/715/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/antipatia.wordpress.com/715/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/antipatia.wordpress.com/715/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=antipatia.wordpress.com&amp;blog=4315227&amp;post=715&amp;subd=antipatia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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