Eu e a Bia já estavamos mais confiantes para nos aventurarmos pelos próximos 3 dias em Viena. O plano era começar pelo Belvedere, o palácio que fica no centro de Viena e tem belos jardins e museus.
Claro que nos perdemos. Mas dessa vez não foi uma coisa ruim.
Descemos alguns (muitos) pontos antes no bonde. Não antes de entrarmos no bonde errado e irmos para o outro lado da cidade.

Bondes em Viena - Complicadinho?
Mas tudo bem. Nosso erro causou uma mudança de planos. Ao invés de irmos ao Belvedere, entramos na biblioteca da Bela e a Fera. Tentamos ir ao museu do cinema, mas era só exibição de filmes. E iam passar um filme do Godard! ECAAA!!!
Biblioteca da Bela e a Fera foi mais esquema. Tudo bem que pagamos muito caro pra entrar no lugar e só ficar vendo os livros fechados. Mas bibliotecas têm magia! Não importa! Bibliotecas são o máximo. EU AMO BIBLIOTECAAAAAAAAS! (momento louca off)

Bela e a Fera estiveram aqui
Biblioteca do filme
Saindo da biblioteca achamos que seria legal ir ao museu de história natural, mas fomos verificar o que tinha no museu gêmeo (pois o prédio do museu de história natural faz parzinho com o de um outro museu). O nome do museu parzinho? Kunsthistorisches Museum. Eu não consigo nem fingir que sei dizer essa palavra!
Mas o que vocês precisam saber é que era um museu MUITO legal. Acho que foi o meu favorito. Tivemos que passar meio correndo por ele, pois a gente precisava encontrar a Lucila no trabalho dela e, well, vocês sabem como a gente se perde.
Mas o Kunsthistorisches Museum tinha grandes obras. Vimos renascentistas, românticas, holandesas… Várias coisas interessantes.
A gente até alugou um audioguide para nos orientar por tantas obras do Kunsthistorisches Museum. (hauahuahua ctrl+v total). Foi muito instrutivo, pois o Kunsthistorisches Museum tem vários momentos da arte e, nossa, it blew my mind!

Kunsthistorisches Museum
Depois de ficar horas (e nós realmente ficamos algumas horas) no Kunsthistorisches Museum, era hora de sair e encontrar a Lucila no trabalho dela.
Agora, imaginem a cena. Nós com dois mapas que mostram somente as ruas onde tem atrações turísticas tentando achar uma rua onde não existe nada além de prédios de escritório (a Berrini vienense, claro). A gente tinha apenas o endereço e uma ligeira noção de onde era a rua…
E, claro, nos perdemos. E o celular da Bia não consegui ligar pra Lucila. Nem mandar mensagem. E o tiozinho do kebab nos apontou para a direção errada.
Mas olha, depois de um dia em Viena já estávamos nijas. E achamos o trabalho da Lucila. O problema era que a gente não conseguia avisar a Lucila de que estávamos lá e, portanto, ficamos esperando… E esperando… E esperando…
Até que ela apareceu! Surpresa!
E pôde nos mostrar o escritório.
Momento de suspense. Quem vimos no escritório?
Primeiro, claro, o básico. Conhecemos a Anastasia (colega russa que, na verdade, já tinhamos conhecido no dia anterior, mas abafa que esqueci de incluir isso no relato) e o Onur (coleguinha turco).
Em um rápido tour vimos o chefe e… O WLAD, ex babaca que merece todo alarde quanto a sua incompetência!
:O
Nerd, tosco, torto, fraco. De óculos. Sentado ao computador, alheio ao mundo a seu redor. Alheio de que já haviamos conversado muito sobre ele…
Olha, ele é feio. E muito, muito fraco. A impressão de que a Lucila quebraria ele é genuína.
Mas vamos dar um crédito. Vi de relance. Mal deu pra identificar o moço.
Ponto turístico emocional 1: check.
Da Vector fomos a uma ilha no Danúbio. Que lugar lindo! Sério! Mega divertido!!!

Danúbio Azul
O Danúbio realmente é azul. E lindo. E as pessoas nadam nele.
E que votnade de nadar que me deu. Acho, inclusive, que posso falar pelas três quando digo que as águas do Danúbio estavam irresistíveis. Tivemos de nos contentar assistindo às outras pessoas pularem na água enquanto desejávamos ser como elas, austríacas e com roupa de banho.
Dois meninos ainda fizeram o favor de pularem da plataforma do metrô para a água. Sei lá quantos metros. Mas o suficiente para me deixar ainda com mais inveja.
Do Danúbio fomos para o Café Central, café típico de Viena, onde comemos a famosa torta de chocolate que sabe-se lá que nome tem! Mega boa! Mas olha… Tive ataque de tanta açúcar! hahaha

Café Central

Receita para um ataque cardíaco
Mudamos para atividades indoor novamente. Fomos para o Albertina, museu famosão onde vimos obras de Monet, Picasso e muitos outros. Adorei a exposição!
Outras três exposições nos aguardavam. Vimos uma de fotos de coisas que não são vistas a olho nu (legal, mas as legendas estavam só em alemão! Aí é sacanagem, né?) e outra dos pintores holandeses, que foi legal, mas vimos com tanta pressa que nem deu pra admirar muito. Eu estava mega, hiper cansada. Meu pé estava podre mesmo! Acho que foi nesse dia em que meu pé simplesmente resolveu morrer por conta própria.
Terminamos o dia na lojinha. Com presentinhos divertido. Comprei um Van Gogh de pelúcia. Mas o legal dele é que ele perde a orelha, que fica coladinha com velcro. Você arranca o pedacinho de pelúcia e “give to someone you love”, segundo a etiqueta.
Se o boneco não fosse mutilado nem teria graça.