Confesso que estava com vontade de voltar pra casa. Saudades do jornal, saudades da minha cama… Eu precisava de alguns dias para deixar o pé pra cima e dormir. Dormir pra sempre.
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Mas a vontade de voltar para casa não era nada comparada à vontade de ficar em Viena. Viena é linda. E pegar bonde é divertido.

Bondes em Viena... Fofo
O que eu mais iria sentir (e sinto) saudades de Viena é, claro, da Lucila. Andar pelas ruas comentando em alto e bom som tudo o que acontece a sua volta com frases crueis é algo que só a Lucila sabe fazer direito. E os comentários do emo. E contar histórias. A Lucila faz MUITA falta.
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Com as malas arrumadas eu precisei arrumar espaço para os livros da Bia, os chocolates que comprei, os presentinhos para o Arthur, a Maria Angela e o avô da Lucila. Arrumar espaço para o Van Gogh sem orelha que comprei pra mim e também o que comprei para a minha irmã. Arrumar espaço para os vários pacotes de Haribo que eu também comprei pra Lia, as balas favoritas dela.

Morada
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Presentes e lembranças alojados, era hora de desfrutar nosso último dia em Viena.
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Fomos ao Albertina para a Lucila comprar o presente para o avô e aproveitamos para visitar os túmulos dos habsburgos.
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Medo.
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Depois de conhecermos os palácios onde moraram, os jardins onde passearam e os observatórios onde planejaram os casamentos, era irônico terminarmos a viagem com, ora vejam, o local onde viverão pela eternidade. Mortos.
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Caixões e mais caixões foram colocados em fileiras mortas. Os mais ostentadores são ostentadores até na morte, e enfeitam os caixões com animais, anjos chorando e caveiras sem dente. Quem viveu a vida na simplicidade (Albert e Cristina, do Albertina), mantém a última e permanente morada simples.
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Isso não faz do lugar menos creepy.
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Andar por entre caixões não é legal.
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Mas vimos o caixão do Franz Josef, da Sissi, do Franz Ferdinand, causador da 1ª Guerra, e por aí vai…
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Encerramos o passeio comendo a mesma salsicha que comemos no primeiro dia. Yami.
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- Minha obra de arte moderna
A sobremesa?
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Bom, Franz Josef, o roomate, não o imperador, fez um doce típico austríaco. Muito simpático.
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Passamos uma semana na Áustria e conhecemos Franz Josef apenas no último. Em todos os dias que ficamos na casa da Lucila Franz Josef não era nada além de um vulto escovando os dentes para a Bia e um barulho nada discreto na cozinha para mim.
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No último dia ele fez questão de que fossemos até lá para comer o Strudel sei lá do que. Gostoso! Mas a experiência nada tinha a ver com a comida e sim com a presença rosa de Franz Josef.
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Franz Josef fala português muito bem. E suava enquanto tentava achar as palavras. Engraçado ele falando… Como um alemão. Com aquele sotaque que todo mundo faz piada.
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Ele não entendia que nós não iamos para a Itália com a Lucila, que na verdade estávamos deixando a Áustria naquele sábado. Ele não entendia também que já estávamos mais do que satisfeitas e não queríamos mais Strudel, até porque estávamos atrasadas.
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E atrasadas fomos até a estação do metrô (minha mala virando diversas vezes ao longo do caminho), pegamos trem, e lá fomos nós… 350 km, 350 km! Pare um pouquinho, descansa um pouquinho, 350km!

De volta ao trabalho
Chegamos. E eu embarquei pouco tempo depois. Triste. Muito, muito triste.
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(obra de semi-ficção)
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Na sala de embarque eu tinha pouco o que fazer. Peguei meu iPod e fiquei ouvindo música enquanto jogava paciência. Faltava pouco, entretanto, para que a bateria acabasse. Era fato que eu não poderia ficar jogando muito mais tempo.
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Olhei para os lados, avaliando cada um dos rostos à minha volta. Foi olhar dele que me chamou a atenção. Os olhos verdes pareciam queimar o meu rosto. Senti o sangue do meu corpo subir para as minhas bochechas e o ardor da vergonha parecia evidente em minha expressão. Mesmo assim ele não virou o olhar.
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O cartão de embarque, preso entre as páginas do meu passaporte desviou minha atenção. \”E se aquele cara se sentasse do meu lado? Poltrona 25A… Se a dele for a B acho que não terei como disfarçar por uma hora e meia até Milão. Sem um livro para ler e sem o iPod funcionando não vai rolar…”
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Olhei mais uma vez. Ele agora estava focado em uma leitura leve. Um daqueles livros de bolso típicos de livraria do aeroporto. O livro era em inglês. Ótimo.
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Talvez tenha sido uma ilusão, mas eu podia jurar que, no momento em que meus olhos o observaram novamente, os lábios dele se contorceram em um sorriso tímido. Ele podia ver que eu o estava encarando?
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Voltei ao iPod. Talvez pudesse jogar por mais alguns minutos até a bateria morrer por completo.

iPod... Sempre uma boa companhia
Não demorou muito para que a atendente da Austria Airlines convidasse todos a entrar no avião. Pronto. Precisava correr. Último dia na Europa não é dia para conhecer homens bonitos e puxar conversa com eles.
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Sentei em meu lugar e comecei a procurar pelas revistas de bordo. Algo para me distrair. Mas o mundo não funciona como a gente quer. Ele se sentou do meu lado.
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Uma troca de sorrisos foi conversa suficiente para mim. Os dois confortáveis em suas poltronas e nada mais precisava ser dito.
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Claro que as coisas não aconteceram assim.
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- Espero que não tenhamos turbulências. Tenho muito medo de voar. – Ele me disse em português.
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- Ahh você é do Brasil? Vai até São Paulo?
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- Sim, faço a conexão em Milão.
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- Puxa, que coincidência, eu também! Como você soube que eu era brasileira?
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- Eu imaginei. Se você não me respondesse eu fingiria que estava falando no telefone.
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Rimos e começamos uma conversa informal. Se ele era de São Paulo então sussa. Não teria de dizer adeus tão cedo. Maurício estava na Áustria havia duas semanas. Foi visitar a irmã, que se casou com um austríaco há pouco mais de um ano e tinha acabado de descobrir que estava grávida. Ele, que tinha se formado em história na USP no final de 2008, achou que era um ótimo período para visitar a irmã e aproveitou para conhecer outros países antes e avaliar a possibilidade de estudar arqueologia na Grécia.
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O que eu achei que seria uma longa viagem foi mais rápida do que o esperado. Nunca pensei que uma hora e meia passaria tão rápido. Logo estávamos em Milão, com mais quatro horas para matar até embarcarmos para São Paulo.
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Juntos comemos alguma coisa, visitamos as lojas do aeroporto, conversamos mais sobre projetos de futuro, impressões de Viena, países europeus e história brasileira. Novamente, quatro horas passaram rápido. Acho que ele tinha algum poder sobre o tempo.
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No avião da Alitália as coisas começaram a ficar estranhas. Claro que ele sentou do meu lado. O destino tem maneiras estranhas de brincar comigo.
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Na decolagem, em uma noite nublada, os monitores do avião pararam de funcionar. Foi só o Maurício colocar a mão na fuselagem, entretanto, que as imagens voltaram a aparecer. Coincidência?
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Ele percebeu que eu olhava curiosa, tentando entender o gesto que ele tinha acabado de fazer.
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- Voos longos são uma droga. Ainda mais de noite. Eu realmente não gosto.
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Minha vontade de dizer “Puxa, que pena. Então faz o seguinte? Evite usar seus poderes mágicos se isso for atrapalhar a viagem longa, ok” foi reprimida pelos olhos verdes brilhantes e o cabelo castanho cuidadosamente embaraçado. Moda é uma coisa estranha. O sorriso, com os dentes mais brilhantes que já vi na vida, também ajudou a me fazer calar a boca.
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- Engraçado isso, né? Nos sentarmos juntos nos dois voos! – Disse Maurício, claramente tentando desviar o assunto das mãos poderosas dele.
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- Eu não diria que é engraçado. Acho estranho. Ainda mais com esse avião vazio. Eles deviam ter colocado uma pessoa a cada 3 lugares… E isso não quer dizer que eu não estou feliz por ter alguém com quem conversar durante o voo!
Ainda mais com esse sistema de entretenimento falho!
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- Se você quiser eu posso dar um jeito nisso pra você.
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- Oi?
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- Eu posso sentar na poltrona aqui de trás, aí você fica com essas três pra você!
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- Eita! Claro que não! O destino nos quer lado a lado então é assim que precisamos ficar. Vai que o avião cai, não é mesmo? – Eu disse rindo.
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- Você é cruel – ele respondeu, também entre risos.
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- Legal que você percebeu isso em menos de 10 horas conversando comigo. Quando chegarmos em São Paulo você vai descobrir que eu também sou insensível e meio louca.
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Ele riu. Com sinceridade. Eu estava começando a ficar com medo do menino. Não estava entendendo a dinâmica daqueles momentos.
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Um cachorro latiu. Eu me assustei. Como assim tinha um cachorro no avião? E como assim já estávamos sobrevoando Portugal quando eu notei que o cachorro estava não só no avião, mas na fileira ao meu lado?
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- Qual o nome dele? – o Maurício perguntou. Eu não tinha reparado ainda como a voz dele era musical.
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- Ricky – respondeu a dona. Ela e o marido colocaram o cachorro na poltrona do meio.
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Para a minha surpresa, o Maurício levantou da poltrona e se dirigiu ao Ricky e aos donos. Pela primeira vez eu o assisti andando. Leve, quase dançando. Lindo.
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Ele acariciou o cachorro, que fechou os olhos em êxtase. Como queria ser Ricky naquele momento.
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Maurício não dormiu. Mas me deixou cochilar um pouco. Vergonha. Eu babando na poltrona tosca da Alitália e ele lá, lindo, como se estivesse dirigindo um Porsche convercível de Roma a Veneza.
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Quando aterrissamos, às 5h30 em Guarulhos, ele segurou a minha mão.
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- Desculpe. Aterrissagens me dão ainda mais medo.
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- Lembra que eu falei que você descobriria que eu também sou insensível? Acho esse seu medo uma bichice – eu disse rindo.
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E ele me beijou.
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Fiquei lá. Parada. Olhando para o nada. Sem entender o que tinha acontecido. Sem entender como a minha falta de noção social me rendeu um beijo do único brasileiro gato do planeta. Porque, sério, a gente tem caras bonitos tipo o Rodrigo Santoro, o Marcelo Antony… Eu ainda achava o Maurício mais bonito.
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Aterrissamos. Pegamos as malas. Eu mais sem graça do que nunca. Saímos do avião. Esperamos juntos as bagagens na esteira.
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- Bom, preciso ir. Quero ver minha família. Quero dormir. Quero fingir que meu pé não está doendo.
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- Se cuida.
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- Você também! Não vai entrar em um voo sem alguém pra segurar a mão, hein?
Ele riu. Eu passei pela receita federal e logo encontrei o olhar ansioso da minha mãe. Nunca mais soube de Maurício.

Julia tem krebs. Eu tenho saudades.
FIM
Agradecimentos:
Seguindo a tradição de Stephenie Meyer, agradeço à ela por me dar a idéia de um romance sem conflito, com uma leve idéia de poderes mágicos e um final sem graça.
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Quero agradecer, claro, à Lucila, pela hospedagem em Viena, os passeios e as histórias. Sem ela, o emo, o Franz Josef e tantos outros personagens, esse relato não seria o mesmo.
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À Bia, por ser a companhia mais divertida pelas caminhadas em Viena e, claro, pelas fotos, que ilustram os posts do meu blog. Um dia, quando publicar meu livro de viagem, Bia, quero te chamar para ser a fotógrafa.
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Às minhas leitoras e leitores. Leitoras principais e exclusivas, que leram esse relato na íntegra, sem censuras ou reescritas, Fê, Dani e Renata. Vocês que me dão força para escrever. Aos leitores secundários do blog. Mas só os que comentam! hahahaha Obrigada.
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Preciso agradecer, claro, às bandas que me provocam momento de inspiração: Muse (sempre), Fresno e NXZero. Sem vocês a história do emo não teria graça. Na minha cabeça vocês foram a trilha sonora de cada passo do menino!
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E às trilhas sonoras da minha vida de verdade: High School Musical, Hannah Montana, Demi Lovato e Jonas Brothers. Vocês me ajudam a escrever fanfics infantis sobre a experiência no aeroporto. Sempre jovem, Disney people.

Viena a nossos pés
*As fotos que ilustraram todos esses relatos foram feitas por Bia Rodovalho. Esse post foi ilustrado com as fotos de todos os dias de viagem e não do último*